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Comissão da Corregedoria fortalece política de adoção com capacitações e programas em 2025

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Grupo de servidores do PJMT posa para foto durante a Corrida de Reis, segurando materiais informativos sobre adoçãoA Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, encerrou 2025 com um conjunto de ações voltadas ao aprimoramento da política de adoção no Estado. Ao longo do ano, a atuação esteve concentrada na capacitação de profissionais, no fortalecimento de programas institucionais e na articulação com a rede de proteção à infância e juventude.

Entre as iniciativas desenvolvidas em 2025, a Ceja manteve participação em campanhas e eventos de alcance estadual, como a 40ª Corrida de Reis, realizada em janeiro, a 18ª edição do projeto Ribeirinho Cidadão, em abril, e a Expedição Araguaia Xingu, em outubro. As ações tiveram como foco a divulgação da política de adoção e a sensibilização da sociedade sobre o direito à convivência familiar.

Mulher discursa em palco no 4º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de MT. Ao fundo, telão colorido com imagem de crianças e informações do evento. Auditório cheio e instrumentos musicais ao lado.Durante a Semana Nacional da Adoção, celebrada em maio, a Comissão promoveu, em parceria com o Ministério Público do Estado e instituições da rede de proteção, o 4º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento reuniu magistrados, promotores de Justiça e profissionais da área da infância, com programação voltada à discussão de temas como efetivação de direitos fundamentais, prevenção à violência sexual, depoimento especial, entrega voluntária e medidas socioeducativas.

No eixo de formação, a Ceja, em parceria com a Escola Superior da Magistratura, realizou o webinário “Direito da População LGBTQIAPN+ na Perspectiva Antidiscriminatória”, em alusão ao Dia Mundial da Adoção, celebrado em 9 de novembro, com debate sobre adoção homoparental.

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A Corregedoria também ampliou, em 2025, o Banco de Boas Práticas, com a inclusão de iniciativas voltadas à infância e juventude, permitindo o compartilhamento de experiências desenvolvidas nas unidades judiciais por magistrados e servidores.

Print de tela mostra reunião virtual de abertura do curso sobre SNA.A capacitação técnica foi reforçada com a realização de quatro turmas do curso sobre o Sistema Nacional de Adoção, SNA, que alcançaram mais de 300 participantes. No mesmo período, por determinação do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, foi realizado o mutirão “Aprimoramento Processual da Adoção”, entre os dias 5 e 30 de maio, em todas as comarcas do Estado. A iniciativa teve como objetivo dar maior celeridade aos processos de adoção, habilitação para adoção e destituição do poder familiar.

Segundo o corregedor-geral da Justiça, as ações desenvolvidas ao longo do ano reforçam a atuação integrada do Judiciário na política de adoção. “A qualificação dos profissionais e a padronização de procedimentos contribuem para processos mais seguros e para a garantia do direito à convivência familiar de crianças e adolescentes”, afirmou.

De acordo com a secretária-geral da Ceja, Elaine Pereira, o investimento contínuo em capacitação impacta diretamente na organização dos fluxos processuais e no atendimento às demandas da área. “A formação técnica fortalece a atuação dos profissionais e contribui para mais segurança e efetividade nos processos de adoção”, destacou.

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Logomarca da Comissão Estadual Judiciária de Adoção – CEJA/MT, com símbolo estilizado de cuidado e proteção, representando a atuação na garantia do direito à convivência familiar.No âmbito do Serviço de Acolhimento Familiar, a Ceja participou, em 2025, de encontros nacionais e estaduais, como o Encontro Gaúcho de Acolhimento em Família Acolhedora e o Seminário Nacional sobre Acolhimento Familiar, além de promover capacitações específicas para magistrados e servidores.

Outro destaque do ano foi a atualização do Programa Padrinhos, com a edição do Provimento TJMT CGJ nº 56 de 2025, e a implementação do Provimento nº 57 de 2025, que regulamenta o Projeto Busca Ativa “Uma Família para Amar”. A iniciativa resultou na adoção de três adolescentes ao longo do ano.

Para a juíza auxiliar da Corregedoria responsável pelo tema, Anna Paula Gomes de Freitas, as ações desenvolvidas em 2025 reforçam o papel institucional da Ceja na garantia de direitos. “Os programas e as capacitações fortalecem a rede de proteção e ampliam as possibilidades de acolhimento e adoção, especialmente para crianças e adolescentes com menor chance de inserção em família”, afirmou.

Autor: Assessoria de Comunicação

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Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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