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Governo de MT investe em rodovias e leva asfalto para distritos de Cuiabá

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¿¿O Governo de Mato Grosso realiza uma série de investimentos em estradas que ligam Cuiabá aos distritos de Nossa Senhora da Guia, Coxipó do Ouro e Aguaçu. São realizadas obras de asfalto novo, recuperação de pistas e construção de pontes que ajudam a integrar as regiões da capital.

As obras também eram aguardadas há muitos anos pelos moradores dos distritos, que antes não tinham nenhuma ligação por asfalto para chegar à cidade. O investimento realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) chega a R$ 250 milhões.

Na região do distrito da Guia, a Sinfra asfaltou 19 quilômetros da MT-400, rodovia que liga a região do Sucuri até a MT-010. O asfalto da antiga Estrada da Guia, como é conhecida, era esperado há mais de 40 anos pela população local. Ele é responsável por ligar a zona rural mais próxima de Cuiabá diretamente até o centro da cidade. Nesta rodovia, também foi construída uma ponte de 40 metros sobre o Rio Bandeira.

O investimento também foi realizado para recuperar 90,8 km do asfalto da MT-010, entre o Rodoanel e Rosário Oeste, rodovia que é a principal ligação até a Guia. A obra garantiu um asfalto de qualidade para os motoristas que trafegam pela via, que ainda é uma rota para a região Norte. O Governo ainda está construindo um posto policial na MT-010 para facilitar o trabalho de fiscalização do trânsito.

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Ainda nos arredores da MT-010, a Sinfra asfaltou duas estradas que dão acesso ao Distrito do Águaçu. Uma delas é a MT-401, que dá acesso a partir da mineradora. Foram asfaltados 12 km da estrada e recuperados outros 5 km. Também foram restaurados 17,7 km da MT-402 e asfaltados outros 9,7 quilômetros. Essa rodovia chega até o distrito a partir do acesso da fábrica da Votorantim.

“Essa é uma região de Cuiabá que está crescendo muito e que precisava de investimentos em infraestrutura. Estamos levando asfalto para comunidades que há muito tempo precisavam dessas obras e que agora terão mais capacidade de se desenvolver”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Outra obra que irá beneficiar a região é a construção do Contorno Norte do Rodoanel, que liga a BR-163 em Várzea Grande à MT-251, Estrada de Chapada. Com 21,5 km de extensão, a estrada passa pela MT-400 e chega até a MT-010, sendo outra alternativa de locomoção.

Outro distrito atendido por asfalto novo é o Coxipó do Ouro, local onde a cidade de Cuiabá foi fundada, mas que até 2020 não tinha nenhuma ligação por asfalto com o restante do município. A Sinfra inaugurou primeiro o asfalto de 8,5 km entre a Estrada de Chapada e o distrito, colocando um ponto final a este isolamento.

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Agora, estão em andamento obras para asfaltar outra ligação, entre a Grande Morada da Serra e o Coxipó do Ouro. Um trecho de 4,3 km foi asfaltado entre o bairro Dr. Fábio e a Ponte de Ferro. Outra obra está em andamento para asfaltar 10,3 km entre a Ponte de Ferro e o distrito. Até o momento, oito quilômetros já receberam a capa de asfalto, com previsão de entrega total em 2026.

Além do asfalto, a Sinfra também está duplicando a ponte de concreto sobre o Rio Coxipó e construindo outra estrutura nova sobre o Rio Coelho.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar oferta e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

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Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

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Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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