A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta segunda-feira (12.1), em Água Boa, um mandado de busca, apreensão e internação de um menor, de 17 anos, expedido pelo Poder Judiciário no âmbito de procedimento infracional.
O adolescente é investigado pela Delegacia de Água Boa por envolvimento em atos infracionais graves, incluindo tráfico de drogas, organização criminosa, tortura e cárcere privado, entre outros delitos.
A equipe localizou o menor nas imediações da Avenida Araguaia, nas proximidades de um estabelecimento comercial da cidade. A apreensão foi realizada sem uso de algemas e sem registro de lesões corporais, em cumprimento aos protocolos legais.
A família foi informada e o adolescente foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis e encaminhamento ao sistema socioeducativo, conforme determinação judicial.
“A ação reforça o compromisso da Polícia Civil de Água Boa no enfrentamento à criminalidade e na proteção da sociedade, especialmente em casos que envolvem crimes de alta gravidade”, afirmou o delegado Danilo Barbosa.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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