Com ajuda de imagens de câmeras do Programa Vigia Mais MT, a Polícia Militar impediu, durante a tarde desta segunda-feira (12.1), o furto de fios de energia elétrica em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como Avenida do CPA, em Cuiabá.
A ação criminosa foi identificada em tempo real por operadores do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), o que permitiu o acionamento imediato das equipes de patrulhamento da região.
A equipe do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), realizava rondas na região quando recebeu, via Ciosp, a informação de que um suspeito estaria retirando fiação de um comércio. Os policiais deslocaram-se até o local e prestaram apoio à equipe da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), que já havia realizado a abordagem do indivíduo.
Durante a checagem, o suspeito, de 33 anos, estava em posse dos fios furtados, caracterizando o produto do crime. No mesmo local, outro homem também foi abordado e, após consulta aos sistemas de segurança, foi constatado que ele possuía mandado de prisão preventiva em aberto.
Diante dos fatos, os dois indivíduos foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Judiciária Civil (PJC) para as providências cabíveis.
Em outra ação registrada no dia 2 de janeiro, o videomonitoramento do programa Vigia Mais MT auxiliou a Polícia Militar na prisão de um homem que furtava fios de energia elétrica no Viaduto professora Isabel Campos, em Várzea Grande.
Após o flagrante pelas câmeras, o Ciosp acionou uma viatura do 25º BPM, que realizou a abordagem do suspeito ainda no local, encontrando com ele um alicate usado para cortar os fios. O homem foi encaminhado à Delegacia da PJC para as providências.
O Vigia Mais MT
Até o momento, 129 municípios aderiram ao Vigia Mais MT e 19.900 câmeras foram entregues. Desse total, 15.900 estão em operação no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), enquanto as demais se encontram em fase de instalação.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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