MATO GROSSO

Distribuição de leite humano a prematuros internados foi de 2,1 mil litros em MT em 2025

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Os Bancos de Leite Humano distribuíram 2.137 litros de leite para recém-nascidos prematuros internados em Mato Grosso de janeiro a dezembro de 2025, segundo balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O total representa uma alta de 8% em relação ao ano anterior. A distribuição é realizada pela Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano, que é coordenada pela pasta.

Ao todo, foram 3.622 litros de leite humano coletados no ano passado. Já o número de bebês prematuros atendidos passou de 1.472 para 1.645 na mesma comparação, uma alta de 12%. O número de pessoas doadoras aumentou 10%: de 2.285, em 2024, para 2.513, em 2025.

O levantamento aponta que o total de atendimentos em grupo aumentou 33%, passando de 687, de janeiro a dezembro de 2024, para 915, no mesmo período de 2025. Ainda foram realizados 14.432 atendimentos individuais e 3.316 visitas domiciliares em 2025.

Em 2025, foram coletados 2.852 frascos de vidro para utilização na distribuição do leite. A rede também realizou 7.942 análises microbiológicas, 10.733 crematócritas e 11.532 testes de acidez dornic no ano passado. Os exames são fundamentais para garantir a qualidade do leite doado.

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A coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde em substituição, Vanessa Lopes, enfatiza a importância de os profissionais da saúde e toda a sociedade apoiarem as pessoas que amamentam para estimular a doação de leite humano e a prática do método Canguru.

“A doação de leite humano é fundamental para a recuperação da saúde de bebês prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e só acontece quando a amamentação é bem-sucedida”, afirmou.

Segundo a coordenadora, a orientação, por meio de uma escuta ativa e acolhedora, é essencial para o sucesso da amamentação, desde o pré-natal, oferecendo apoio prático logo na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, e evitando a separação entre mãe e bebê.

Onde doar?

Em Mato Grosso, quatro unidades hospitalares possuem Bancos de Leite Humano (BLH) para atender à alimentação de bebês prematuros e oferecer leite materno pasteurizado: o Hospital Geral e o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá; a Santa Casa de Rondonópolis; e o Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde.

Além destas, a Rede conta com um posto de coleta de leite humano no Hospital Femina, em Cuiabá.

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Para doar leite humano, basta entrar em contato com uma das unidades de coleta de leite humano ou ir diretamente ao local. A possível doadora deve estar amamentando o seu bebê, estar saudável e não usar nenhuma substância ou medicamento que interfira na amamentação.

Se atender a esses critérios, passar pela triagem clínica e tiver qualquer quantidade excedente de leite, está elegível para a doação.

Onde doar?

Cuiabá

BLH Dr. José Faria Vinagre – Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá
Contato: (65) 3363-7035 – segunda a sábado

BLH Hospital Universitário Júlio Müller
Contato: (65) 3615-7203 – segunda a sexta

Posto de Coleta Femina Hospital e Maternidade
Contato: (65) 2128-9183 – segunda a sábado

Rondonópolis
BLH Santa Casa Rondonópolis

Contato: (66) 3410-2785 – segunda a sexta

Lucas do Rio Verde
BLH Hospital São Lucas
Contato: (65) 3548-4134 – todos os dias

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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