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Foragidos da Justiça são presos com apoio de imagens de câmeras do Vigia Mais MT

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Com o apoio de imagens de câmeras do sistema de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT, dois homens com mandado de prisão em aberto foram localizados e presos em municípios distintos de Mato Grosso, entre os dias 24 e 25 de janeiro. As prisões ocorreram a partir de duas tecnologias diferentes do programa: reconhecimento facial e leitura automática de placas (OCR), demonstrando a eficiência do sistema em múltiplas frentes no combate à criminalidade.

O primeiro caso foi registrado na tarde desse domingo (25.1), por volta das 17h16, em um shopping de Cuiabá. Durante o monitoramento em tempo real, instalado no centro comercial, realizou o reconhecimento facial de um indivíduo que constava com mandado de prisão em aberto. Após consulta aos sistemas de segurança pública, foi confirmada a ordem judicial, expedida pela Quinta Vara Criminal de Cuiabá, relacionada ao crime de roubo (artigo 157, parágrafo 2º, do Código Penal), com pena fixada em seis anos, sete meses e 23 dias de prisão.

Diante da confirmação, a informação foi imediatamente repassada às equipes da área, e a equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) realizou a abordagem do suspeito ainda no interior do shopping. O homem foi identificado e teve o mandado de prisão cumprido no local. Após ser informado de seus direitos constitucionais, ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as providências legais e posterior apresentação à autoridade judiciária competente.

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O segundo caso ocorreu no sábado (24.1), às 12h14, na BR-163, no trecho entre Guarantã do Norte (715 km da capital) e Matupá (695 km da capital). O sistema de leitura automática de placas (OCR) identificou a passagem de um veículo Ford Ecosport, de cor preta, que possuía vínculo com um indivíduo com mandado de prisão em aberto. A informação foi prontamente irradiada às equipes dos dois municípios.

A equipe policial de Matupá conseguiu localizar e abordar o veículo próximo à entrada da cidade. Durante a checagem, o condutor foi identificado e possuía mandado de prisão em aberto, expedido pela Vara Única de Nova Monte Verde. O mandado era de natureza civil, em razão de dívida de pensão alimentícia no valor de R$ 5.371,58 (cinco mil, trezentos e setenta e um reais e cinquenta e oito centavos).

Diante dos fatos, foi dado cumprimento ao mandado de prisão, e o indivíduo também foi informado de seus direitos constitucionais, sendo posteriormente encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.

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As duas ocorrências reforçam a importância do programa Vigia Mais MT como ferramenta estratégica para a segurança pública, ao integrar tecnologias como reconhecimento facial e leitura de placas veiculares, ampliando a capacidade das forças de segurança em localizar foragidos da Justiça e coibir diferentes modalidades de crimes em todo o território mato-grossense.

Vigia Mais MT

Até o momento, 130 municípios aderiram ao Vigia Mais MT, e 19.900 câmeras foram entregues. Desse total, 15.900 estão em operação no Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública), enquanto as demais se encontram em fase de instalação.

*Sob supervisão de Alecy Alves

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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