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CNJ destaca inovação do TJMT e avalia LexIA como referência em inteligência artificial

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Foto horizontal em plano aberto, que mostra uma sala de reuniões com uma mesa em formato de U cheia de pessoas sentadas em volta, dentre eles desembargadores, juízes e servidores do TJMT e do Conselho Nacional de Justiça. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) destacou a inovação tecnológica desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) durante a apresentação da ferramenta de inteligência artificial LexIA à equipe técnica do Projeto Conecta, na manhã desta quinta-feira (29). A visita técnica integra o Programa Justiça 4.0 e tem como objetivo identificar iniciativas com potencial de compartilhamento com outros tribunais do país.

Ao avaliar a experiência apresentada pelo Judiciário mato-grossense, o coordenador do Projeto Conecta do CNJ, desembargador Pedro Felipe de Oliveira Santos, destacou o protagonismo do TJMT na área tecnológica.

“O Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso tem se destacado na inovação tecnológica da justiça e, portanto, nós, com muita alegria, viemos conhecer as ferramentas aqui desenvolvidas e estamos impressionados com o nível de sofisticação de governança, de mapeamento de riscos, de redução de custos, de agregação de valor e de experiência do usuário. Estamos muito felizes em propor o compartilhamento dessas boas práticas com os demais tribunais do país, que precisam ter acesso a essa inovação tecnológica desenvolvida made in Mato Grosso”, afirmou o desembargador.Foto horizontal que mostra o coordenador do Projeto Conecta, desembargador Pedro Felipe de Oliveira Santos, sentado, falando ao microfone. Ele é um homem jovem, da olhos castanhos, cabelos grisalhos, usando camisa branca, terno cinza e gravata xadrez em tons de azul.

Cooperação

Foto horizontal que mostra o presidente e a vice-presidente do TJMT e o corregedor-geral da Justiça sentados um ao lado do outro, em volta de uma mesa. O presidente, desembargador José Zuquim aparece ao centro, falando ao microfone. Ele é um senhor branco, de cabelos brancos, olhos claros.A comitiva do CNJ foi recepcionada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, pela vice-presidente, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote. Ao dar as boas-vindas, o presidente colocou à disposição do Conselho toda a estrutura do Tribunal e suas iniciativas tecnológicas. “Reafirmamos nosso compromisso com uma justiça ágil, mantendo a tecnologia sempre a serviço do cidadão e sob a necessária supervisão humana”, afirmou.

O corregedor-geral da Justiça ressaltou a importância do intercâmbio institucional e classificou como uma honra apresentar ao CNJ as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Judiciário mato-grossense. Segundo ele, a troca de experiências e o diálogo técnico contribuem para o aperfeiçoamento contínuo do Poder Judiciário brasileiro. José Luiz Lindote também reforçou o compromisso da Corregedoria com iniciativas voltadas à eficiência, racionalização de recursos e desenvolvimento tecnológico em benefício da sociedade.

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Desenvolvimento, resultados e expansão da LexIA

A apresentação da LexIA foi conduzida pelo presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do TJMT, desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro. O magistrado detalhou o processo de desenvolvimento da ferramenta, sua implantação no primeiro e no segundo graus de jurisdição, as capacitações contínuas realizadas com magistrados e servidores, além dos custos e dos resultados alcançados, como a redução do tempo de tramitação processual, do tempo médio de julgamento e da taxa de congestionamento. Também foi realizada uma demonstração prática, em tempo real, do uso da tecnologia.

Para Saboia, a visita técnica representa o reconhecimento do esforço do Judiciário mato-grossense no desenvolvimento de uma solução madura e alinhada às necessidades atuais da Justiça. “Na avaliação do próprio Conselho Nacional de Justiça, a LexIA se revela um destaque em nível nacional. O interesse do CNJ para que nós nacionalizemos essa solução é algo relevante e traz para o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso uma responsabilidade de continuar um trabalho de excelência, de pensar como colaborar com o Judiciário nacionalmente e de sempre trabalhar para o aprimoramento das atividades jurisdicionais”, avalia.

O desembargador Luiz Octávio Saboia explica que a LexIA é uma ferramenta multimodal de uso de inteligência artificial para apoio nas atividades dos magistrados e dos assessores de gabinetes, e há intenção de expandi-la também para as secretarias das Varas e Câmaras. “É uma ferramenta concatenada com o nosso tempo. Qualquer instituição hoje que deseje evoluir, se trabalhar sem o uso de ferramentas de tecnologia e, principalmente, de inteligência artificial, ficará para trás”, diz.

Conforme Saboia, o desenvolvimento da LexIA reflete a pretensão do TJMT de estar inserido na justiça do século 21 e atender aos anseios da sociedade por uma justiça mais rápida, eficiente e assertiva. “O Judiciário do Estado de Mato Grosso compreendeu que o investimento em ferramentas de inteligência artificial é essencial neste momento em que vivemos. E o desenvolvimento dessa ferramenta sempre teve esse norte, ou seja, de auxiliar a magistratura, auxiliar o servidor para que possam fazer um serviço de maior qualidade e mais exitoso para a sociedade”, comenta.

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Durante a apresentação da LexIA, o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) e coordenador do Projeto Conecta, Pedro Felipe de Oliveira Santos, e os juízes colaboradores Pedro Henrique Lima Carvalho (TRF 6) e Jeremias de Cássio Carneiro de Melo (TJPB), puderam sanar dúvidas e fazer comentários a respeito da ferramenta, especialmente em relação a questões técnicas de arquitetura, usabilidade, segurança de acesso e de dados, bem como custos e interesse do TJMT em compartilhar a tecnologia com outros tribunais. O projeto Conecta é voltado a identificar novas soluções tecnológicas e compor uma rede de inovação com mais de 90 tribunais brasileiros.

Também participaram da reunião os juízes auxiliares da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, Tulio Duailibi Alves Souza; os juízes auxiliares da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, João Filho de Almeida Portela, Myrian Pavan Schenkel; o juiz auxiliar da Vice-Presidência Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior; a coordenadora do Laboratório de Inovação do TJMT, juíza Joseane Quintos Antunes; o membro do InovaJusMT, juiz Vinícius Paiva Garlhardo; o coordenador da CGJ-MT, João Gualberto Nogueira Neto, além de servidores do CNJ e TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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