A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Goiás, prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (5.2), em Porto Alegre do Norte, uma mulher de 38 anos por adquirir medicamento de uso proibido no Brasil.
A prisão ocorreu após uma investigação da Polícia Civil de Goiás sobre o crime de importação e distribuição de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais de procedência ignorada.
As investigações levaram, em 28 de janeiro, à prisão em flagrante de uma enfermeira por envio, via Correios, de produtos importados com comercialização proibida no Brasil a diferentes estados.
Após a prisão, a Polícia Civil de Goiás verificou que nesta remessa havia um lote enviado para a cidade de Porto Alegre do Norte, momento em que a delegacia da cidade foi acionada.
Em posse dessas informações, a equipe de investigação da Delegacia de Porto Alegre do Norte realizou acompanhamento e verificação prévia das informações. Na manhã desta quinta-feira (5), a suspeita foi até o Correio local e retirou sua encomenda, quando então foi devidamente abordada.
A mulher confessou que havia retirado a encomenda dos Correios e que se tratava da medicação Tirzepatida. Segundo a suspeita, ela comprou o produto de uma mulher do estado de Goiás para fins estético, mesmo ciente de sua irregularidade e uso proibido no Brasil.
Diante disso, foi realizada a sua prisão em flagrante e ela foi levada para a delegacia.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27.4), a Operação Codinomes, para cumprir 22 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa que atua na região de Cáceres cometendo crimes de tráfico de drogas e homicídios.
Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, em Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação célere e favorável do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres.
A investigação da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira iniciou em julho de 2025 e identificou cerca de 35 pessoas que estavam associadas em estrutura hierarquizada, com clara divisão de tarefas, com a finalidade de cometer tráfico de drogas e crimes violentos no município de Cáceres.
Durante a investigação, apurou-se que a facção criminosa possuía pelo menos 32 pontos de comercialização de drogas em Cáceres e as atividades eram gerenciadas por pessoas que estão reclusas no sistema penitenciária. Uma delas é uma mulher conhecida como “Princesa”, que foi alvo da “Operação Coroa Quebrada” e possuía a função de gerente regional.
No mesmo sentido, investigados reclusos no sistema penitenciário repassavam determinações aos integrantes da facção criminosa em liberdade para realizar o monitoramento de pessoas, em tese, vinculadas a uma facção rival.
O grupo mantinha um sistema rigoroso de vigilância territorial, onde membros enviavam vídeos e fotos dos bairros para monitorar a presença policial e de rivais.
Codinomes
O nome da operação, Codinomes, foi escolhido devido ao fato de que os alvos alteravam constantemente os apelidos com o objetivo de não serem identificados.
A execução da operação foi realizada de forma conjunta entre a Polícia Civil, a Polícia Penal, a Polícia Militar – por meio do Bope, da Rotam, da Força Tática, do Raio e do 6º Batalhão – e do Exército Brasileiro, com o Comando de Fronteira Jauru/66º BIMtz, o que representa o trabalho integrado realizado na região em combate às facções criminosas.
A operação contou com apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres (Primeira Delegacia de Polícia de Cáceres, Derf, DEDM, DEA, Delegacia de Mirassol D’Oeste e Delegacia de São José dos Quatro Marcos), da GCCO, Draco de Cuiabá e Derf de Primavera do Leste.
Ao todo, 64 policiais civis, 40 militares, 15 penais e 23 militares do Comando de Fronteira Jauru do Exército participam da execução da operação.
Operação Pharus
A Operação Codinomes integra a Operação Pharus, iniciativa que compõe o programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
Renorcrim
A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
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