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Polícia Civil inicia projeto para aprimorar investigações de crimes contra a vida

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Com foco no aprimoramento das investigações de inquéritos policiais de crimes contra a vida, três policiais civis da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deram início ao projeto-piloto Estudo de Caso, com foco na análise de técnicas e procedimentos realizados e na troca de experiências entre os policiais da unidade.

A apresentação e análise do primeiro caso foram realizadas na sexta-feira (13.2), reunindo 55 policiais civis da DHPP, do Núcleo de Pessoas Desaparecidas e das 1ª, 2ª e 3ª Delegacias de Polícia de Cuiabá.

Idealizado pelos investigadores Auri Vieira Nascimento, Rogério Ribeiro dos Santos e Sancler Soares Maciel, o projeto Estudo de Caso busca valorizar as investigações bem-sucedidas já realizadas, assim como identificar pontos que ainda precisam ser aprimorados.

A ideia do projeto nasceu da conversa entre os colegas, que perceberam que, por meio da discussão dos casos, poderiam sistematizar os trabalhos, buscando qualificar as investigações, criando atalhos e soluções, diante de inquéritos dos mais simples aos mais complexos.

Qualificação e aprimoramento

Segundo o investigador Rogério Ribeiro, o método busca analisar e discutir a própria prática e métodos já utilizados com a finalidade de refinar os trabalhos. “Começamos a discutir alguns casos em conjunto, ou em separado, em que conseguíamos apontar alguns erros e acertos e os melhores caminhos a seguir. Essa troca de experiências é muito produtiva e rica, principalmente para os policiais que estão no início da carreira”, disse.

O investigador Sancler explica que as técnicas vislumbradas no primeiro estudo de caso já vêm sendo praticadas entre as equipes de investigadores da DHPP há mais de 10 anos.

“No cotidiano das investigações, pudemos perceber que muitas técnicas aplicadas se repetem na elucidação dos homicídios. Então, nós investigadores sentimos a necessidade de nos reunir a princípio para uma conversa informal e trazer à luz os erros e acertos das investigações”, disse.

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Para o investigador Auri, por meio da análise da atuação da equipe no caso concreto, é possível entender as técnicas investigativas e mecanismos utilizados para chegar a um bom resultado, apontando erros e acertos, o que pode ser melhorado, o que deve ser evitado e as ações que devem ser repetidas.

“A ideia é mostrar aos policiais os pormenores de uma investigação de sucesso para que o trabalho possa ser repetido e aprimorado, para que o autor seja responsabilizado de acordo com os fatos praticados e identificados por meio de um trabalho investigativo sério e comprometido da equipe policial”, explicou o investigador Auri.

Caso analisado

O primeiro caso analisado foram as investigações do homicídio que vitimou a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, ocorrido no dia 13 de agosto de 2023, no interior da residência do réu, no bairro Santa Amália, em Cuiabá. Seu corpo foi deixado dentro de seu carro, no Parque das Águas, em Cuiabá.

Após a localização do corpo, a equipe de policiais da DHPP deu início às investigações e, mesmo sem saber inicialmente o local do crime ou o possível suspeito, conseguiu chegar ao autor, que foi preso em flagrante horas depois. As investigações revelaram que, depois de matar a vítima, o suspeito deu banho nela, trocou suas roupas e abandonou o corpo no parque.

Com base nos elementos apurados, ele foi indiciado pela Polícia Civil de Mato Grosso pelos crimes de estupro, fraude processual e homicídio (qualificado em feminicídio, impossibilidade de defesa da vítima, motivo fútil e meio cruel para assegurar a impunidade de outro crime).

Em setembro de 2023, o autor do crime bárbaro foi condenado pelo Tribunal do Júri a 37 anos de prisão.

Investigação e prisão

A DHPP apurou que a vítima passou o sábado em um churrasco com a família e amigos e, por volta das 22 horas, foi a um bar próximo à Arena Pantanal, onde conheceu o autor do crime, um ex-policial militar. Ela deixou o local com ele por volta das 23h30.

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Nas diligências, os policiais chegaram ao último local em que a vítima esteve, uma residência no bairro Santa Amália. Imagens de câmeras de segurança mostraram o veículo da vítima saindo do endereço, na parte da manhã, com o autor do crime na direção.

Na residência, os policiais abordaram o ex-policial, que confessou ter dormido com a vítima, porém se contradisse nas informações sobre os fatos posteriores e o envolvimento no crime. Na casa, foram coletados diversos indícios que, na perícia, apontaram para a execução do crime, como manchas e resíduos de sangue.

Ouvido em depoimento na DHPP, o ex-policial militar se contradisse em diversos momentos e chegou a dizer que a vítima havia caído na residência dele, no quarto e na sala, e batido a cabeça. Questionado sobre a lesão que Cristiane apresentava no rosto, ele alegou que a vítima já estava com o hematoma e que teria se machucado durante o churrasco com familiares. Durante o interrogatório, o indiciado chegou a se manifestar assim: “eu fiz m….mesmo. Só não esperava que a polícia me prendesse tão rápido”.

Para o delegado titular da DHPP na época dos fatos, Marcel Gomes, as investigações detalharam a dinâmica do crime e o conjunto de informações reunido nas diligências e perícias técnicas realizadas.

“Foi um trabalho de muito empenho e dedicação da unidade policial, com muitas horas de imagens para análise, diversas oitivas e trabalho técnico para embasar o que foi reunido na investigação preliminar, que culminou com a prisão em flagrante do homicida, reunindo elementos probatórios para sua devida condenação pelos crimes praticados”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Hospital Central já realizou mais de 17 mil atendimentos e avança para operação plena

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O Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, já realizou mais de 17 mil atendimentos entre janeiro e maio de 2026 e segue avançando no processo gradual de ativação da unidade. A operação plena do hospital está prevista para o segundo semestre deste ano.

No período, a unidade contabilizou 4.475 consultas, 5.109 exames de imagem, 7.314 exames laboratoriais e 344 cirurgias. Em março, entraram em operação as UTIs Adulto e Pediátrica. O hospital também realizou 11 cirurgias robóticas em urologia, durante mutirão promovido em abril.

Além dos atendimentos já realizados, o Hospital Central amplia o acesso da população mato-grossense à saúde de alta complexidade. Pacientes de 73 dos 142 municípios do Estado já foram encaminhados para a unidade, o que representa cobertura superior à metade do território estadual.

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, destacou que hospitais de grande porte, como é o Hospital Central, exigem ativação técnica e operacional por etapas, processo que vem sendo cumprido conforme planejamento construído pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e pelo Einstein, organização que administra a unidade.

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“Um hospital deste porte não começa a funcionar integralmente de um dia para o outro. Desde a inauguração, deixamos claro que a ativação ocorreria por fases, com responsabilidade, segurança assistencial e formação gradual das equipes. O Hospital Central já apresenta resultados expressivos, com milhares de atendimentos realizados e ampliação contínua dos serviços ofertados à população”, afirmou o secretário de Estado de Saúde.

Já com a obra do hospital concluída, mas ainda antes de abrir as portas, foi feito o investimento na compra de equipamentos, na contratação de profissionais, em treinamentos, entre outras medidas que fazem parte do período de pré-operação hospitalar.


Registro do mutirão de cirurgias robóticas realizado no Hospital Central

Atualmente, o hospital conta com cerca de 1.100 colaboradores. A contratação ocorre por meio de processo seletivo com prova, entrevista e análise curricular.

Entre as especialidades cirúrgicas já em funcionamento, estão: Pediatria, Urologia, Ortopedia e Traumatologia Pediátrica, Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo e Ginecologia. A unidade também antecipou atendimentos de neurocirurgia de urgência, com quatro procedimentos já realizados, sendo um pediátrico.

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A expansão assistencial seguirá nos próximos meses. Em junho, entrarão em operação os serviços de Cirurgia Vascular, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia Torácica. Já em julho, serão implantadas as especialidades de Mastologia e Cirurgia Oncológica, Cirurgia Plástica e Neurocirurgia Eletiva.

O secretário reforçou que o avanço progressivo da operação garante maior segurança para pacientes e equipes. “Estamos falando de uma estrutura de alta complexidade, equipada com tecnologia moderna e que exige integração entre equipes, protocolos e serviços especializados. O mais importante é que o hospital já está salvando vidas, ampliando atendimentos e consolidando uma assistência pública de excelência para Mato Grosso”, concluiu.

*Com informações da assessoria do Einstein Hospital Israelita.

Fonte: Governo MT – MT

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