A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulgou, nesta segunda-feira (23.2), o resultado preliminar dos 100 estudantes que participarão da edição 2026 do programa de intercâmbio MT no Mundo.
A lista completa foi anunciada pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante visita a Escola Estadual Antônio Epaminondas, em Cuiabá.
Com todas as despesas pagas pelo Governo do Estado, os participantes do MT no mundo vão participar de uma experiência de intercâmbio na Inglaterra durante três semanas. Nesta quarta edição, os investimentos no programa alcançaram mais de R$ 22 milhões.
O estudante Gustavo Henrique Zanchet dos Santos Andrade, do 1º ano do Ensino Médio, foi pego de surpresa ao receber a notícia em primeira mão durante anúncio realizado pelo secretário de Educação, Alan Porto, na escola.
“Fiquei muito nervoso quando recebi a notícia, é difícil de explicar. Hoje entendi o que o estudo, esforço e dedicação podem realizar. Ser escolhido em um programa tão grande mostra o quanto a educação abre caminhos que pareciam ser tão distantes”, afirmou.
Todos os estudantes que estiveram regularmente matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio no ano letivo de 2025 e que tenham sido regularmente matriculados no ano letivo de 2026 estavam automaticamente inscritos e concorreram às vagas para o programa.
De acordo com o secretário Alan Porto, “o Estado irá custear todas as despesas com a preparação, emissão de documentos, viagem, translado, hospedagem, alimentação, chip de celular com acesso à internet, cartão de transporte público no país estrangeiro, entre outros”.
Além do curso de General English com 30 aulas semanais de 40 minutos cada e material didático, os estudantes selecionados no programa terão teste de nivelamento de entrada e de saída, certificado de conclusão, cartão de transporte público no país estrangeiro de destino no trajeto da acomodação à escola.
Os testes de proficiência serão realizados com os estudantes selecionados no resultado final, antes do embarque e no retorno da viagem a fim de diagnosticar o impacto de aprendizagem e evolução na competência linguística.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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