A Polícia Civil recuperou um veículo com registro de furto e prendeu um suspeito, de 47 anos, em flagrante, na noite dessa terça-feira (24.2), após ele ser localizado com o carro furtado, em São José do Rio Claro.
A vítima, de 30 anos, registrou um boletim de ocorrência relatando que o furto do veículo, um VW Gol, ocorreu na noite de segunda-feira (23). Segundo o relato, um homem em um Corolla azul havia arrastado seu veículo, que estava em frente a um conjunto de quitinetes.
Após a comunicação do crime, os policiais da Delegacia de São José do Rio Claro iniciaram a investigação e localizaram o carro da vítima em uma residência no bairro Novo Horizonte.
No local, a equipe policial identificou o suspeito e o carro azul utilizado para auxiliar no furto. O homem foi conduzido para a delegacia para os procedimentos legais cabíveis.
Aos policiais, o suspeito confirmou que rebocou o carro da vítima na noite anterior. Em checagem, foi constatado que ele já possuía passagens anteriores por diversos crimes, como ameaça, porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante.
O veículo foi recuperado e será restituído à vítima. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e apurar todas as circunstâncias relacionadas ao crime.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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