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Polícia Civil deflagra Operação Logging e causa prejuízo de R$ 3,5 milhões ao crime ambiental em Mato Grosso

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A Polícia Civil deflagrou a Operação Logging, voltada ao combate à extração ilegal de minérios auríferos nas cidades de Colíder e Peixoto de Azevedo. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em atuação conjunta com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sema), entre os dias 16 e 23 de março de 2026.

A ação resultou em um prejuízo estimado de R$ 3,5 milhões ao crime ambiental, considerando a apreensão de maquinários, a inutilização de equipamentos no local e os danos operacionais causados às estruturas ilegais. Ainda está em fase de levantamento o valor das multas administrativas, o que pode elevar significativamente o impacto financeiro da operação.

Durante as fiscalizações, foram inspecionados sete pontos de extração mineral em terra. Em razão da evasão dos responsáveis pelas atividades ilegais, dois motores utilizados na extração foram apreendidos e inutilizados. No Rio Batistão, a operação também avançou sobre estruturas fluviais, onde três balsas de garimpo foram apreendidas e neutralizadas.

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No âmbito administrativo, foram lavrados dez autos de inspeção, cinco termos de embargo e interdição, quatro autos de infração, duas notificações, quatro termos de apreensão, quatro termos de depósito e um termo de doação de combustível.

Danos ambientais

As equipes constataram diversos danos ambientais graves, como a degradação de Área de Preservação Permanente (APP), intervenções irregulares em cursos d’água, travessia de veículos em leitos de rios, armazenamento de combustível em solo desprotegido, lançamento de rejeitos diretamente em corpos hídricos e a presença de estruturas utilizadas em garimpo ilegal. As áreas operavam sem qualquer licença ambiental, evidenciando a clandestinidade das atividades.

Todas as áreas de exploração ilegal foram embargadas, e os responsáveis identificados estão sendo autuados conforme a legislação ambiental vigente. Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante.

Ação administrativa

O município de Colíder foi designado como fiel depositário de três escavadeiras hidráulicas e três motores acoplados a bombas d’água, além de ter sido beneficiado com a doação de aproximadamente 700 litros de combustível (diesel) oriundos da operação.

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Nome da operação

O nome da operação faz referência ao termo em inglês logging, associado à exploração de recursos naturais, neste caso direcionado à repressão da atividade minerária ilegal.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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