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Operação da Polícia Civil mira núcleo de facção responsável por homicídios em Cáceres

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (25.03), em Cáceres, a Operação Ordo, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso vinculado a uma facção atuante na região, responsável pela prática de crimes graves, especialmente homicídios.

As investigações, realizadas pela 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, apontaram a existência de um grupo estruturado de homens conhecidos no meio criminoso como “missionários”, incumbidos de executar ordens de morte determinadas pela facção criminosa, atuando diretamente na eliminação de rivais e na imposição do domínio territorial mediante violência extrema.

Dentre os alvos, destaca-se o principal investigado, preso nesta quarta-feira, apontado como executor direto de ao menos três homicídios consumados em Cáceres, evidenciando a periculosidade concreta do grupo e sua atuação reiterada em crimes contra a vida.

Ao todo, estão sendo cumpridas dez ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, expedidos com base nas provas colhidas ao longo da investigação, que evidenciam a materialidade delitiva e os indícios suficientes de autoria.

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Segundo delegado Mauro Apoitia, responsável pela operação, a ação representa um avanço significativo no enfrentamento à criminalidade violenta na região de Cáceres.

“A Operação Ordo simboliza um passo firme no combate às facções criminosas que atuam em Cáceres. Nosso objetivo é interromper a cadeia de violência, especialmente os crimes de homicídio, que geram instabilidade social e sensação de insegurança. A Polícia Civil permanece à disposição da sociedade, atuando de forma estratégica e integrada para prisão desse núcleo criminoso”, afirmou o delegado.

A operação contou com o apoio integrado de equipes da 1ªDP de Cáceres, Delegacia de Mirassol d’Oeste, Núcleo de Inteligência Regional de Cáceres e do Gaeco de Cáceres, evidenciando a atuação coordenada entre unidades especializadas e órgãos de persecução penal, fator determinante para o êxito das diligências e para o enfrentamento qualificado das organizações criminosas atuantes na região.

A operação ainda integra as Operações Pharus l e Tolerância Zero, conjunto de ações estratégicas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas, especialmente no contexto da disputa entre facções, cenário que tem impulsionado o aumento de crimes violentos na região.

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As diligências seguem em andamento, com a finalidade de localizar outros envolvidos, aprofundar a coleta de provas e robustecer os elementos informativos já obtidos, visando a responsabilização penal de todos os integrantes do grupo criminoso.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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