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Oficina debate desospitalização e reforça cuidado humanizado a pacientes crônicos

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Mais do que liberar leitos hospitalares, a desospitalização promove um olhar mais humanizado para o paciente, respeitando seu desejo de estar próximo da família, principalmente em momentos delicados do tratamento ou até mesmo no fim da vida

A desospitalização como estratégia para garantir mais qualidade de vida, dignidade e cuidado humanizado a pacientes crônicos foi tema de uma oficina realizada na semana passada no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). O encontro reuniu profissionais da saúde de diferentes instituições para discutir práticas e fortalecer o atendimento domiciliar no Município.

Participaram da atividade equipes do Serviço de Atenção Domiciliar (EMAD) de Cuiabá e de Várzea Grande, do Hospital Metropolitano, além de médicos, técnicos de enfermagem e responsáveis técnicos (RTs) das unidades de saúde do município.

A proposta da oficina foi ampliar o entendimento sobre a desospitalização, um modelo de cuidado que possibilita ao paciente continuar o tratamento fora do ambiente hospitalar, com segurança e acompanhamento profissional. A iniciativa é especialmente voltada a pacientes crônicos, em cuidados paliativos ou em condições que permitam a continuidade da assistência em casa.

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Mais do que liberar leitos hospitalares, a desospitalização promove um olhar mais humanizado para o paciente, respeitando seu desejo de estar próximo da família, principalmente em momentos delicados do tratamento ou até mesmo no fim da vida. O atendimento domiciliar também contempla pacientes com limitações físicas, como os politraumatizados, garantindo suporte clínico e acolhimento no ambiente familiar.

Durante o encontro, a médica do EMAD de Cuiabá, doutora Denise Borges, destacou a importância de iniciativas como essa para fortalecer a rede de atenção à saúde.

Segundo Eronice de Jesus, responsável técnica pela equipe multiprofissional da atenção domiciliar (EMAD) do programa Melhor em Casa de Várzea Grande, “o Município conta com uma equipe altamente capacitada, que oferece todo o suporte necessário ao paciente em domicílio”, ressalta que a desospitalização é um avanço importante porque alia assistência de qualidade com um cuidado mais humano, respeitando o momento e as necessidades de cada paciente.

A oficina também reforçou o papel do Programa de Atenção Domiciliar, responsável por levar atendimento médico e multiprofissional até a casa dos pacientes, garantindo continuidade do tratamento com segurança, conforto e dignidade.

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A iniciativa consolida o compromisso da rede municipal de saúde em investir em práticas que priorizem o cuidado integral, humanizado e centrado no paciente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

CAPS TM III promove palestra sobre saúde mental e reforça importância da escuta e do acolhimento

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Em alusão ao Setembro Amarelo, o CAPS TM III realizou nesta sexta-feira (18) uma palestra voltada aos pacientes da unidade, com orientações sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e a importância de estar atento aos sinais apresentados por familiares e amigos.

Durante o encontro, a psicóloga Dra. Eliane Mansour destacou que buscar ajuda profissional não deve ser visto como sinal de fraqueza e que não é preciso esperar o sofrimento chegar a um estágio grave para procurar atendimento.

“A pessoa que procura ajuda já está, muitas vezes, em um estágio em que não consegue se regular. Essa fragilidade precisa ser validada. Saúde mental ainda é muito incompreendida e muitas pessoas associam o tema à loucura, mas não é isso”, explicou.

Segundo a psicóloga, procurar ajuda também é uma oportunidade de autoconhecimento e cuidado. “Nem sempre é necessário estar em um estágio muito ruim para procurar ajuda. O sofrimento é particular e, muitas vezes, invisível. Reconhecer essa fragilidade e buscar apoio é uma forma de cuidado”, acrescentou.

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O psiquiatra Dr. Jaime Benevides também participou da conversa e chamou a atenção para os comportamentos que podem esconder um sofrimento emocional. Ele falou sobre a chamada “falsa alegria” e sobre como a sociedade atual, marcada pela competitividade, pelo consumo e pela exposição constante nas redes sociais, pode criar uma imagem de felicidade que nem sempre corresponde à realidade.

“Precisamos estar alertas conosco mesmos e com a nossa saúde mental. É preciso estar atento ao que vemos, ouvimos, sentimos, pensamos e falamos e, acima de tudo, ao que fazemos”, orientou.

Durante a palestra, o profissional reforçou ainda a importância de observar mudanças de comportamento, como isolamento, alterações na forma de falar ou de se relacionar, e outros sinais que possam indicar que alguém está passando por um momento difícil.

A orientação é que familiares e amigos pratiquem uma escuta ativa, demonstrem presença e acolhimento e, quando necessário, ajudem a pessoa a buscar atendimento com um profissional de saúde.

Após a palestra, a equipe do CAPS preparou um lanche para os pacientes, encerrando o momento de conversa e acolhimento de forma leve e descontraída.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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