A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) participou da Bienal das Rodovias 2026 – A Força da Regulação Brasileira, realizada nesta quarta e quinta-feira (17 e 18.6), em Brasília.
Promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o evento reuniu representantes do setor público, concessionárias, especialistas e empresas para debater o controle e a formulação de políticas públicas em torno do tema da segurança jurídica e do novo ciclo de concessões rodoviárias no país.
Com foco em tecnologia, inovação regulatória, segurança jurídica e atração de investimentos, a Bienal promoveu discussões sobre o futuro da infraestrutura rodoviária brasileira, reunindo autoridades responsáveis pela regulação, fiscalização e formulação de políticas públicas.
A participação da Ager foi marcada pela presença do presidente regulador, Luis Nespolo, e do diretor regulador de Transportes e Rodovias, José Ricardo Elias, em painéis estratégicos da programação.
Presidente regulador da Ager-MT, Luis Nespolo.
Nespolo integrou os debates “Integridade e Governança na Infraestrutura” e “A política tarifária nas concessões de rodovias: arranjos e modelos para o futuro”. Já José Ricardo Elias participou do painel “Regulação para a Qualidade: os Novos Paradigmas de Fiscalização, Fatores Contratuais e Parâmetros de Desempenho”, que discutiu a evolução dos instrumentos regulatórios voltados à melhoria dos serviços prestados aos usuários.
O Governo de Mato Grosso também foi representado pelo secretário adjunto de Logística e Concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Caio Felipe Caminha de Albuquerque, convidado do painel “Verificação Independente: Desafios e Oportunidades para a Regulação das Concessões”.
Entre as demais autoridades que participaram estão o ministro dos Transportes, George Santoro; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio; o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, Marcus Cavalcanti; e a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse.
Diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager-MT, José Ricardo Elias.
“Para a Ager, foi um prazer e um momento ímpar participar de forma profícua desta Bienal das Rodovias, que celebrou os 30 anos da ABCR. A presença da Agência e do Estado de Mato Grosso em três painéis do evento reforçou a contribuição efetiva de nossas experiências e legados, evidenciando o protagonismo mato-grossense na evolução das políticas públicas de concessão rodoviária e no fortalecimento da maturidade regulatória do setor”, afirmou o presidente regulador, Luis Nespolo.
“Reafirmamos nosso compromisso com a modernização da regulação e com a segurança jurídica no novo ciclo de concessões. A Bienal das Rodovias 2026 reforçou o diálogo com atores do setor para incorporar inovações tecnológicas, aprimorar a fiscalização e fortalecer mecanismos de governança que protejam os usuários e atraiam investimentos responsáveis para Mato Grosso”, completou o diretor regulador da Ager, José Ricardo Elias.
Secretário adjunto de Logística e Concessões da Sinfra-MT, Caio Felipe Caminha de Albuquerque.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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