AGRONEGÓCIO

32º Congresso da Abitrigo reúne setor para debater desafios e oportunidades

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A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) realizado nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, o 32º Congresso Internacional da Indústria do Trigo. O encontro acontece em um momento de forte pressão sobre o setor, marcado pela alta nos preços do cereal e pelas incertezas trazidas pelas mudanças climáticas sobre a próxima safra.

Com custos crescentes e riscos de quebra de safra em grandes produtores mundiais, 2025 já se desenha como um ano desafiador para a cadeia do trigo. Segundo especialistas, a volatilidade dos preços internacionais e a instabilidade do clima afetam diretamente desde o produtor até a indústria de moagem e panificação, exigindo novas estratégias para manter a competitividade.

O Congresso é reconhecido por reunir representantes de toda a cadeia, do campo à indústria, e terá como eixo central o fortalecimento da triticultura brasileira e o alinhamento com as demandas globais. A programação inclui debates sobre novas exigências dos consumidores, oportunidades de mercado e os obstáculos enfrentados pelo setor nos últimos anos.

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Além das palestras e painéis, a edição deste ano contará com workshops técnicos voltados a temas de interesse direto para os profissionais da área. O evento também funcionará como ponto de encontro entre executivos, especialistas e tomadores de decisão, abrindo espaço para negócios e para a análise das tendências do mercado internacional de trigo.

Ao longo dos três dias, serão discutidas perspectivas para o comércio mundial do cereal, os impactos das mudanças climáticas na produção e as alternativas para ampliar a competitividade do Brasil no cenário global. A expectativa é de que o evento contribua para orientar estratégias da cadeia produtiva nos próximos anos, num momento considerado crucial para o setor.

Serviço:

Evento: 32º Congresso Internacional da Indústria do Trigo
Data: 20 a 22 de outubro de 2025
Local: Rio de Janeiro
Mais informações clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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