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35 mil propriedades rurais de São Paulo ganharam CEP

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O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, concretizou o cadastro de cerca de 35 mil propriedades rurais no programa Rotas Rurais durante o ano de 2023.

Esse esforço resultou na inclusão de aproximadamente 3 mil quilômetros de estradas, uma extensão similar à distância entre a capital paulista e a cidade de Santiago, no Chile.

O cadastramento do CEP das propriedades visa proporcionar inúmeros benefícios aos trabalhadores rurais, desde acesso à saúde até aprimoramento da segurança.

O programa, pioneiro no Brasil e desenvolvido pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), busca fornecer mais mobilidade e, por consequência, aumentar a competitividade dos produtores paulistas.

Além do cadastro de endereços, a plataforma disponibiliza mapas logísticos e roteadores interativos para localizar rotas de acesso às propriedades. Essa ação visa promover mobilidade, conectividade e segurança, impactando positivamente na eficiência de políticas públicas e transformação social.

O Endereço Rural Digital, atuando como um CEP rural personalizado, utiliza uma ferramenta do Google para localizar a entrada de cada propriedade ou estabelecimento rural. Isso permite que os proprietários gerem códigos precisos de localização, podendo ser compartilhados por meio de aplicativos de navegação, como Waze e Google Maps.

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Desde sua implementação, o programa mapeou 57 mil quilômetros de vias e cadastrou endereços de mais da metade das 415 mil propriedades rurais em São Paulo, simplificando sua localização. Estima-se que aproximadamente 2 milhões de residentes da zona rural tenham sido beneficiados pelo programa até o momento.

Com a assessoria do Governo de São Paulo

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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