AGRONEGÓCIO

A 10 dias do outono tempo começa mudar e preocupa produtores

Publicado em

A dez dias do início do outono, uma frente fria começou a avançar pelo Sul do Brasil neste domingo (09.03), trazendo mudanças significativas nas condições climáticas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Esta frente fria é responsável pela queda nas temperaturas, proporcionando alívio ao calor extremo que vinha sendo registrado nos últimos dias. Veja como fica o clima, região por região:

Região Sul – No Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, há previsão de queda de granizo e ocorrência de vendavais. Entretanto, na capital gaúcha, Porto Alegre, a expectativa é de que o tempo permaneça seco, sem ocorrência de chuvas significativas. No Paraná, especialmente no litoral, são esperadas pancadas de chuva no final da tarde. A queda de temperatura pode ser boa para quem na colheita da soja, mas o risco de granizo e vento forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina preocupa. O granizo pode estragar lavouras inteiras, então é bom ficar atento aos alertas. No Paraná, a chuva no litoral não deve afetar muito a produção, mas pode ajudar um pouco no solo seco.

Região Sudeste – As temperaturas devem diminuir nos próximos dias devido à influência da frente fria. Estão previstas pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, mantendo a sensação de tempo abafado nessas áreas. Em Minas Gerais, há previsão de chuvas no Vale do Rio Doce, enquanto em Belo Horizonte o sol deve predominar. As pancadas de chuva no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo podem ajudar algumas plantações, mas o calor ainda não vai dar trégua. A sensação de abafamento continua, o que pode acelerar a evaporação da água do solo. Em Minas Gerais, o tempo seco na capital favorece a colheita, mas no Vale do Rio Doce a chuva pode ser um alívio para o milho e outras culturas.

Leia Também:  Termina nesta sexta-feira o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

Região Centro-Oeste – As temperaturas devem continuar elevadas, com os termômetros registrando níveis acima de 30°C. As chuvas ocorrerão de forma isolada, sendo que em Mato Grosso há previsão de precipitações mais intensas, com alertas emitidos para a capital, Cuiabá. Por outro lado, Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso do Sul terão tempo firme, sem expectativa de chuvas significativas. Os termômetros continuam acima dos 30ºC, e a chuva só aparece de forma isolada. Em Mato Grosso, há risco de temporais, o que pode ser bom para algumas lavouras, mas ruim para quem está na reta final da colheita. Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul terão tempo firme, então quem depende da chuva precisa redobrar os cuidados com irrigação.

Região Nordeste – A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a previsão de chuvas fortes entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte. Há alertas de temporais para as capitais São Luís, Fortaleza e Natal. Entre a Paraíba e a Bahia, a expectativa é de pouca chuva, com tempo abafado e predominância de sol. A chuva vai seguir forte no Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, o que pode ajudar algumas plantações, mas também trazer risco de erosão e encharcamento. Na Paraíba e na Bahia, o tempo seco e quente pode afetar culturas que dependem da umidade.

Leia Também:  Pantanal sul-mato-grossense pode se tornar patrimônio nacional. Veja como afeta o agronegócio

Região Norte – A previsão indica o retorno das chuvas em Roraima, embora de forma pontual. No Tocantins, o sol deve predominar, com pouca ocorrência de chuvas. Por outro lado, temporais continuam sendo esperados no Acre, Amapá e Pará. Volta a chover um pouco em Roraima, mas de forma pontual. No Acre, Amapá e Pará, os temporais continuam, o que pode ser bom para algumas culturas, mas ruim para quem precisa de tempo seco para escoar a produção.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

Leia Também:  Produtores de cacau do Pará conquistam o mundo com chocolates finos

As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

Leia Também:  Termina nesta sexta-feira o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA