AGRONEGÓCIO

Agrishow 2026 deve manter foco em tecnologia e eficiência produtiva

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A 31ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, será realizada entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, no Parque Tecnológico Agrishow, em Ribeirão Preto (320 km da capital, São Paulo). O evento reúne fabricantes de máquinas, empresas de tecnologia e fornecedores de insumos, funcionando como uma vitrine para os lançamentos que devem marcar o próximo ciclo agrícola.

Na edição anterior, realizada em 2025, a feira registrou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, crescimento de cerca de 7% em relação ao ano anterior, além de receber aproximadamente 195 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação. O volume de negociações é acompanhado de perto pelo setor de máquinas e implementos agrícolas, que vê na Agrishow um dos principais termômetros da disposição de investimento do produtor rural.

Para 2026, a expectativa é de que as empresas ampliem a apresentação de tecnologias ligadas à agricultura de precisão, automação de máquinas e digitalização da gestão rural. Entre as soluções que devem ganhar espaço estão drones para pulverização e monitoramento de lavouras, sensores embarcados em equipamentos agrícolas e plataformas digitais capazes de acompanhar o desenvolvimento das culturas e o desempenho das operações em tempo real.

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Fabricantes também devem levar ao evento novas gerações de tratores, pulverizadores e colheitadeiras equipados com sistemas de conectividade e análise de dados. Essas ferramentas permitem ao produtor ajustar parâmetros de plantio, aplicação de insumos e colheita com maior precisão, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência no uso de recursos como combustível, fertilizantes e defensivos.

Outro eixo que tende a ganhar destaque é o avanço da rastreabilidade nas cadeias produtivas, impulsionado pelas exigências ambientais e comerciais de mercados internacionais. Soluções baseadas em imagens de satélite, georreferenciamento e inteligência artificial vêm sendo desenvolvidas para registrar a origem da produção agrícola e comprovar práticas sustentáveis ao longo da cadeia.

Além da exposição de máquinas e tecnologias, a feira também funciona como espaço de negociação direta entre fabricantes, revendas e produtores. Grande parte das vendas depende de linhas de financiamento rural e costuma ser formalizada como intenções de negócios, já que muitos contratos aguardam aprovação de crédito ou condições do próximo Plano Safra.

Serviço

Agrishow 2026
📍 Parque Tecnológico Agrishow – Ribeirão Preto (SP)
📅 27 de abril a 1º de maio de 2026
🕗 Das 8h às 18h

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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