AGRONEGÓCIO

Alta na renda no campo sinaliza retomada da força de trabalho rural

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O setor agropecuário brasileira encerrou o primeiro trimestre de 2025 com sinais concretos de recuperação econômica. Entre janeiro e março, o rendimento médio mensal dos trabalhadores do setor cresceu 5,5%, impulsionado por dinâmicas regionais e maior formalização em determinadas cadeias produtivas.

O dado aparece na edição do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, divulgado na sexta-feira (25.07) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), realizado em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O salário médio dos profissionais que atuam em atividades como agricultura, pecuária, pesca e manejo florestal subiu de R$ 2.022 para R$ 2.133 no intervalo de um ano. Embora ainda abaixo da média nacional, o crescimento representa uma virada relevante frente à estagnação registrada em 2024, quando o setor teve variação quase nula nos rendimentos (0,2%).

As regiões Norte e Sul lideraram o avanço, com aumentos de 21% e 9,7%, respectivamente. Já o Centro-Oeste, apesar de manter a maior média salarial do país (R$ 3.492), viu uma retração de 7,9%. No outro extremo, o Nordeste permanece com a menor remuneração, com média de R$ 1.081.

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Além da renda, o anuário traz dados sobre informalidade, acesso a direitos sociais, juventude rural e distribuição de renda por gênero. O estudo aponta que, mesmo com os avanços, o setor ainda convive com disparidades significativas — e depende de um ambiente institucional estável para manter o ritmo de crescimento observado no início deste ano.

Outro avanço demonstrado pelo anuário foi a queda, pelo terceiro ano consecutivo, da taxa de desemprego entre a população rural feminina de 14 anos ou mais, atingindo 7,6% em 2024. O levantamento também mostra que o percentual é o menor desde 2015.

Veja o anuário na íntegra clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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