AGRONEGÓCIO

Bahia recebe R$ 877,5 milhões para fortalecer a agricultura familiar

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A agricultura familiar na Bahia receberá um investimento de aproximadamente R$ 877,5 milhões para ampliar a produção e melhorar as condições de vida no campo. O projeto Parceiros da Mata é uma iniciativa do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo do estado, com o objetivo de aumentar a renda dos pequenos produtores, fortalecer a segurança alimentar e ampliar o acesso à água potável e ao saneamento básico.

O estado baiano é um dos principais polos do agronegócio no Brasil, com destaque para a produção de grãos, frutas e pecuária. Até o terceiro trimestre de 2024, o setor agropecuário foi responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. No entanto, a baixa produtividade, a degradação ambiental e a dificuldade no acesso a serviços técnicos ainda representam desafios para milhares de agricultores familiares.

Para viabilizar o projeto, o BID concederá um financiamento de R$ 585 milhões, enquanto o FIDA contribuirá com R$ 105,3 milhões. Já o governo da Bahia investirá R$ 187,2 milhões na iniciativa. O programa atenderá cerca de 352 mil agricultores familiares na Mata Atlântica baiana, região que concentra grande parte da produção de alimentos voltados ao abastecimento interno.

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Além de impulsionar a produção rural, o Parceiros da Mata terá foco especial na inclusão social, priorizando mulheres, jovens e comunidades tradicionais. Metade dos beneficiários serão famílias chefiadas por mulheres, fortalecendo a participação feminina no setor agropecuário.

Com a implementação do projeto, espera-se uma melhora significativa na qualidade de vida da população rural, ao mesmo tempo em que se promove o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental na região.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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