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Biossoluções podem triplicar negócios no agro e criar 276 mil empregos

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O mercado brasileiro de biossoluções, que são produtos feitos a partir de microrganismos, enzimas e proteínas, que ajudam o campo a ser mais produtivo e sustentável, está prestes a dar um salto importante.

Segundo levantamento da consultoria internacional Amsterdam Data Collective, a pedido da Novonesis (empresa global de pesquisa em biotecnologia), esse setor pode movimentar até R$ 232,6 bilhões e criar 276 mil empregos até 2035, mais que triplicando o impacto atual de R$ 77,9 bilhões e 95 mil postos em 2024.

As biossoluções já são usadas em mais de 30 áreas, principalmente na agricultura, pecuária, produção de alimentos e energia limpa. Para o produtor, elas significam menos desperdício, redução de custos com fertilizantes e defensivos químicos, além de melhor aproveitamento dos recursos naturais — tudo isso com renda e produtividade maiores.

O estudo mostra que cada emprego visto no campo gera outros 1,6 na cadeia produtiva, reforçando o efeito positivo para toda a economia rural. No mundo, esse mercado pode chegar a R$ 5,5 trilhões e cinco milhões de vagas até 2035.

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Segundo a Associação Brasileira de Bioinovação, o Brasil está bem-posicionado para liderar esse setor, desde que avance rápido em políticas públicas e tenha regras modernas para estimular a inovação no agro. Para quem trabalha na produção, investir nesse mercado pode garantir renda, sustentabilidade e futuro no campo — colocando o país na dianteira dos novos negócios ligados à bioeconomia.

Fonte: Pensar Agro

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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