AGRONEGÓCIO

Brasil comemora Dia do Avicultor com produção recorde e destaque global

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A produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,48 milhões de toneladas em 2025, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse total, cerca de 10,33 milhões de toneladas devem abastecer o mercado interno e 5,13 milhões de toneladas estão previstas para exportação. Os números ganham destaque nesta quinta-feira (28.08), data em que se celebra o Dia do Avicultor, homenagem aos produtores de uma das cadeias mais estratégicas do agronegócio brasileiro.

O crescimento da produção reflete tanto o aumento do número de aves abatidas como o ganho de peso médio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho nacional segue em expansão, consolidando o país como o maior exportador mundial da proteína. Mesmo diante do desafio imposto pela gripe aviária, registrada neste ano em algumas granjas, o setor conseguiu manter volumes elevados de produção e suprir a demanda externa.

O setor, porém, enfrenta custos crescentes. A construção de aviários e a manutenção das instalações ficaram significativamente mais caras nos últimos anos, enquanto os principais insumos (milho e soja) continuam representando mais de 70% das despesas totais. Essa dependência torna a avicultura sensível às variações de preços e à volatilidade do mercado interno e internacional de grãos.

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Para 2026, as perspectivas apontam continuidade do crescimento. A produção de carne de frango deve atingir cerca de 15,7 milhões de toneladas, com o mercado interno absorvendo aproximadamente 10,5 milhões de toneladas e as exportações chegando a 5,2 milhões. O setor mantém-se como um dos pilares do agronegócio brasileiro, equilibrando forte presença internacional com abastecimento consistente do consumo doméstico.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

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O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

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A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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