AGRONEGÓCIO

C.Vale investe R$ 1 bilhão em nova esmagadora de soja

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A cooperativa paranaense C Vale inaugurou uma nova indústria de esmagamento de soja no complexo agroindustrial de Palotina (600 km da capital, Curitiba).

De acordo com a cooperativa, a construção da esmagadora foi concluída em dois anos, tendo iniciado em novembro de 2021. Durante o pico da construção, cerca de 1.100 operários de 35 empresas estiveram envolvidos no projeto. A estrutura recebeu investimentos que ultrapassam R$ 1 bilhão e ocupa uma área de 12 hectares no parque industrial da cooperativa.

Segundo o presidente da cooperativa, Alfredo Lang, a ideia de uma esmagadora de soja foi o sonho inicial dos primeiros associados da cooperativa. “Eles desejavam uma pequena esmagadora naquela época. A indústria que estamos inaugurando agora é grande, com capacidade para processar 60 mil sacas por dia, sendo a terceira maior do Brasil e líder em termos de tecnologia”, afirmou.

Lang também compartilhou alguns números da cooperativa, destacando o significativo crescimento no número de associados, colaboradores e faturamento.

“Somos mais de 27 mil associados, contamos com uma equipe de mais de 13 mil colaboradores e faturamos mais de 22 bilhões de reais no ano passado. A eficiência de nossa gestão é o que nos permite realizar empreendimentos como esta esmagadora, que segue padrões elevados de qualidade e sustentabilidade”, enfatizou.

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A inauguração da esmagadora de soja também marcou os 60 anos da C.Vale, comemorados em 7 de novembro.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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