AGRONEGÓCIO

Cade abre nova investigação contra executivos de tradings

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta segunda-feira (03.11) um inquérito administrativo contra 15 executivos e dirigentes de grandes tradings e associações do agronegócio nacional por suspeita de formação de cartel na Moratória da Soja. O órgão sustenta haver indícios de coordenação entre concorrentes para definir regras comuns de compra e comercialização de soja produzida na Amazônia.

As evidências surgiram de trocas de e-mails, documentos internos e mensagens coletadas em dispositivos móveis, no âmbito de uma ação judicial em São Paulo. O material aponta para a existência de uma estrutura consolidada e operacional dentro do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), encarregado de organizar, executar e fiscalizar o acordo. Segundo a área técnica do Cade, os dados mostram reuniões periódicas e decisões conjuntas entre executivos, envolvendo procedimentos de embargo, auditoria e liberação de fornecedores.

Agora, com o inquérito aberto, o Cade avança para a fase de instrução processual: poderá tomar depoimentos, pedir novos documentos e promover diligências para apurar se houve mesmo a prática anticompetitiva prevista na Lei 12.529/2011. Se a investigação confirmar cartel, podem ocorrer sanções e mudanças na forma como o acordo é conduzido no país, justamente em meio à reta final antes da suspensão da moratória, prevista para janeiro de 2026.

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Esse inquérito é diferente do que vinha sendo analisado antes, que questionava a legalidade do acordo. Agora, a investigação é específica sobre possíveis práticas anticompetitivas entre os próprios executivos.

A ABIOVE, entidade das indústrias de óleos vegetais, disse em nota que só tomou conhecimento da investigação por fonte pública e que não teve acesso aos documentos sob sigilo, reiterando que sempre atuou com transparência e respeito à legislação.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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