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Clima ajuda na recuperação de pastagens e influencia mercado

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Em um período do ano tradicionalmente marcado por uma desaceleração no consumo de carne bovina, o mercado interno de boi gordo está testemunhando uma dinâmica interessante. Graças às condições climáticas favoráveis e a uma postura assertiva dos pecuaristas, o setor está conseguindo manter uma certa estabilidade nos preços, desafiando as expectativas do mercado.

Recentemente, o Brasil tem presenciado um aumento na frequência de chuvas em diversas regiões, um fator que tem contribuído significativamente para a recuperação das pastagens. Este fenômeno natural está permitindo aos pecuaristas uma maior flexibilidade no manejo do gado, já que não estão sob pressão para vender devido à falta de pasto. Essa melhoria nas condições das pastagens vem em um momento crucial, oferecendo aos criadores de gado uma vantagem tática na hora de negociar os preços.

Contrariando as tendências sazonais, os preços dos animais destinados ao mercado doméstico estão mostrando uma resiliência notável. Mesmo com o consumo de carne bovina tipicamente mais baixo neste período, não se observou uma queda significativa nos preços. Essa estabilidade é atribuída, em parte, à resistência dos pecuaristas em ceder às pressões dos frigoríficos para baixar os preços. Muitos estão optando por vender apenas o necessário para atender às suas necessidades imediatas de caixa, ao invés de liquidar seu gado a valores que consideram injustos.

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Essa abordagem cautelosa dos pecuaristas é uma resposta estratégica às condições de mercado. Ao segurar as vendas, eles estão não apenas garantindo melhores preços para o seu gado, mas também estão influenciando o mercado como um todo, contribuindo para a manutenção da estabilidade dos preços em um período que, historicamente, vê uma baixa.

Fonte: Pensar Agro

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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