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Cooperativas e agricultores familiares de Minas Gerais receberam R$ 36,4 milhões

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Em 2023, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) oficializou um total de 159 projetos com cooperativas e associações de agricultores e agricultoras familiares em Minas Gerais, com aporte de R$ 36,4 milhões. Minas é o 2º estado brasileiro com mais agricultores familiares. Quase 87% das propriedades mineiras têm menos de 50 hectares.

Estas operações ocorreram no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os projetos fornecerão os alimentos por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), sendo 155 que somam R$ 34,7 milhões com a produção sendo destinada a equipamentos socioassistenciais, e outras quatro propostas aprovadas irão fornecer os produtos a Cozinhas Solidárias, no valor de R$ 1,7 milhão.

A operacionalização do PAA pela Companhia conta com recursos repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Apenas na região do Vale do Rio Doce houve 62 projetos de cooperativas e associações aprovados pela estatal. Os agricultores e agricultoras familiares fornecedores destas propostas irão receber R$12 milhões no apoio da comercialização dos produtos, o que representa 34% do valor total de projetos no estado em 2023.

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Cestas – Com relação à distribuição de cestas de alimentos, foram expedidas 39 mil cestas armazenadas em da Unidade Armazenadora de Montes Claros/MG para atender situações de emergência e calamidade nos estados de RS, PE, AL, SE, PI, PB, SP, RJ, ES e DF. A ação foi coordenada pelo MDS, responsável pela programação de entrega.

PGPM-Bio – Outra ação executada ao longo do ano foi a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), com a concessão da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE). Em 2023, a Companhia destinou aos extrativistas mineiros aproximadamente R$5 milhões, alcançando 1.623 famílias. A maior parte deste recurso foi utilizada para a subvenção de pinhão com cerca de R$ 4,5 milhões, beneficiando 1.307 famílias. A estatal também apoiou a comercialização dos frutos de umbu, mangaba, macaúba e juçara.

Outras ações – Ainda neste ano, foram pagos R$ 351 mil relativos ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para a borracha natural, beneficiando 12 produtores ao todo.

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Outro destaque deste ano foi o Programa de Venda em Balcão (ProVB). Foram comercializadas ao longo de 2023, pelo Programa, 393 toneladas de milho em grãos por meio da Unidade Armazenadora de Montes Claros. Com isso foram beneficiados 203 produtores rurais.
Com relação às operações de transporte de milho em grãos para outros estados para a recomposição dos estoques e atendimento ao ProVB, foram removidas 29,7 mil toneladas de milho de Unidades Aarmazenadoras da Superintendência de Minas Gerais com destino para os seguintes estados: AC, BA, MA, ES, AL, RN, PE, PB, PI, CE, GO, PA, RO, além do próprio estado mineiro.

Os técnicos da estatal também realizaram atividades relativas ao levantamento de safras, com visitas a campo para a coleta de informações sobre os cultivos de algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, milho, soja, sorgo, trigo, café e cana-de-açúcar.

Fonte: Pensar Agro

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Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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