AGRONEGÓCIO

CVM prevê novas regras para Fiagro no segundo semestre

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prevê concluir a regulamentação do Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) no segundo semestre de 2024, segundo estimativa do superintendente de Agronegócio e Securitização da CVM, Bruno Gomes.

Em consulta pública encerrada em fevereiro, a CVM recebeu mais de 20 sugestões para o Fiagro. Entre os destaques estão a criação de um Fiagro multimercado com flexibilização, a permissão de negociação de créditos de carbono e a aplicação de regras de governança e transparência semelhantes aos fundos imobiliários.

A proposta de um Fiagro multimercado visa flexibilizar o instrumento, permitindo que um único fundo invista em diferentes ativos do agronegócio, como imóveis rurais, direitos creditórios e participações em empresas.

Outra sugestão é a permissão de negociação de créditos de carbono no Fiagro. Isso poderia estimular o uso e a originação de créditos de carbono na produção rural e na agroindústria.

Diferentemente dos fundos imobiliários, que distribuem rendimentos semelhantes a aluguéis, o Fiagro pode ter diferentes tipos de rendimentos, como dividendos de uma companhia. A distribuição pode ser periódica ou anual.

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Especialistas do setor avaliam que o Fiagro pode ser uma ferramenta importante para auxiliar o setor agropecuário na obtenção de crédito, complementando o sistema financeiro.

O Fiagro pode ser útil para financiar projetos de longo prazo, algo que ainda não existe no mercado de capitais, especialmente em um momento em que o setor enfrenta dificuldades financeiras e tem potencial para impulsionar o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, oferecendo novas opções de investimento e financiamento para o setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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