AGRONEGÓCIO

Epamig quer aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira

Publicado em

No Brasil, o consumo de azeite é significativo, situando-se entre os países com maior demanda global, importando em média 100 milhões de litros por ano. Contudo, a produção interna é limitada, alcançando pouco mais de 500 mil litros anualmente.

A expansão das áreas de cultivo enfrenta restrições devido à necessidade de um número mínimo de horas frias. Isso resulta na concentração do plantio em regiões serranas, como a Mantiqueira, e áreas mais frias, como o Sul do Brasil.

Para aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vem investindo na região. “Estamos otimistas com uma boa floração e a perspectiva é de que a colheita de azeites agora em 2024 seja superior ao ano passado, mas ainda não podemos confirmar o quanto será maior”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Moura, membro do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig.

Na região da Serra da Mantiqueira, que abrange os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, espera-se uma maior produção de 60 mil litros de azeite.

Leia Também:  Incertezas em relação à Reforma Tributária está afetando o agronegócio, diz presidente do IA

Luiz Fernando de Oliveira destaca: “O diferencial do azeite nacional está na sua frescura. Aqui na Mantiqueira, embora a atividade esteja em ascensão, não visamos competir em quantidade com as grandes regiões produtoras. Nosso objetivo é estabelecer espaço pela produção de azeites de alta qualidade e sabores distintos”.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

Published

on

No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

Leia Também:  Movimentação portuária da Região Norte cresceu 12,85% em 2026

A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

Leia Também:  USDA projeta safra recorde e reforça liderança do Brasil no mundo

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA