AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de ovos disparam no primeiro semestre

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As exportações brasileiras de ovos — tanto in natura quanto processados — fecharam o primeiro semestre de 2025 com desempenho excepcional. De janeiro a junho, o país embarcou 24,9 mil toneladas do produto, o que representou um avanço expressivo de 192,5% em volume na comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, o crescimento foi ainda mais robusto: 216,3%, totalizando R$ 320,81 milhões.

Os dados, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e analisados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mostram que o mês de junho foi um dos grandes destaques do período. Sozinho, o mês respondeu por 6,5 mil toneladas exportadas — 308,3% a mais que em junho de 2024 —, gerando R$ 86,74 milhões em faturamento (+288,8%).

Segundo a ABPA, o bom desempenho é resultado da ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos. “Os embarques de ovos atingiram patamares históricos neste primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como os Estados Unidos, México e Japão”, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Santin. Ele avalia que, mantido o ritmo atual, o segundo semestre pode consolidar uma nova fase de expansão para o setor.

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Entre os maiores compradores do ovo brasileiro nos seis primeiros meses do ano, os Estados Unidos lideram com folga. Foram 15,2 mil toneladas adquiridas, com receita de R$ 183,04 milhões. O México aparece em segundo lugar, com 1,58 mil toneladas e R$ 38,36 milhões. O Japão vem logo atrás, com 1,57 mil toneladas e R$ 20,57 milhões.

Além desses mercados tradicionais, o relatório aponta também crescimento relevante em destinos africanos, como Angola, que importou 686 toneladas (R$ 6,12 milhões), e Serra Leoa, com 473 toneladas (R$ 4,26 milhões).

Por outro lado, países sul-americanos como Chile e Uruguai apresentaram retração nas compras, com quedas de 16,6% e 14,3%, respectivamente.

Apesar da alta nos embarques, a ABPA afirma que o abastecimento do mercado doméstico não foi prejudicado. A entidade explica que o aumento nas exportações foi sustentado por ajustes na produção e pela capacidade ociosa da indústria, permitindo atender à crescente demanda externa sem comprometer a oferta nacional.

O setor de ovos, que já vinha ganhando protagonismo dentro do agronegócio brasileiro, vê neste primeiro semestre um indicativo concreto de consolidação no comércio internacional. O bom momento é atribuído à qualidade sanitária do produto brasileiro, à diversificação de destinos e à resposta rápida do setor às oportunidades comerciais geradas por lacunas nos mercados externos.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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