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Exportações de carne suína caem 8,5% em setembro de 2022

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Conforme informado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne suína (in natura e processados) totalizaram 102,7 mil toneladas em setembro. O resultado é 8,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2021, quando foram embarcadas  112,2 mil toneladas. 

Na mesma comparação, as vendas de carne suína alcançaram receita de US$ 244,3 milhões, com queda de 4,5% que o registrado em setembro do ano passado, com US$ 255,8 milhões. No acumulado do ano, as vendas do produto atingiram o patamar de 825 mil toneladas, com queda de 5% em relação ao embarcado no mesmo período de 2021, com 868,8 mil toneladas.

Já a receita acumulada nos nove primeiros meses deste ano alcançou US$ 1,851 bilhão, com queda de 10,2% que o obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 2,061 bilhões.

Entre os principais destinos das exportações de carne suína brasileira, a China segue na liderança com 46,9 mil toneladas, sendo seguida por Hong Kong, com 8,1 mil toneladas, Chile, com com 7,1 mil toneladas, Filipinas, com 6,4 mil toneladas, Vietnã, com 5,5 mil toneladas e Angola, com 4,5 mil toneladas.

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Fonte: AgroPlus

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Prévia do PIB avança em fevereiro e mantém economia em nível recorde

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A atividade econômica brasileira cresceu 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil. Com o resultado, o indicador atingiu o maior nível da série histórica, reforçando a resiliência da economia no início de 2026.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o avanço foi de 2,5%, enquanto no acumulado em 12 meses o crescimento chega a 2,3%. O dado confirma um início de ano mais forte que o esperado, mesmo em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.

A decomposição do indicador mostra mudança relevante na dinâmica dos setores. O crescimento de fevereiro foi puxado principalmente por serviços e indústria, enquanto a agropecuária apresentou retração na margem — movimento típico do período, mas que contrasta com o protagonismo recente do campo.

Segundo o Banco Central, o setor de serviços avançou 0,9% no mês, sustentado pelo consumo interno e pela recuperação gradual de segmentos ligados à renda. A indústria também registrou alta, de 0,7%, com melhora em ramos ligados à produção de bens intermediários.

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Já a agropecuária recuou 2,1% na comparação mensal, refletindo a sazonalidade entre safras e o impacto pontual de condições climáticas em algumas regiões produtoras. O movimento, no entanto, não altera a expectativa de forte contribuição do setor ao longo do ano, especialmente diante da projeção de safra recorde de grãos.

Na prática, o dado de fevereiro indica uma troca de protagonismo no curto prazo. Enquanto o agro perde força momentaneamente, serviços e indústria assumem a condução da atividade econômica. Ainda assim, o peso do campo no resultado anual permanece elevado.

Esse comportamento é relevante para o produtor porque o IBC-Br capta, ainda que de forma indireta, o impacto da safra sobre a economia como um todo. Em anos de produção elevada, o agro amplia renda, movimenta logística e sustenta exportações — efeitos que acabam se espalhando para outros setores.

Por outro lado, o cenário de juros altos continua sendo um fator de atenção. Mesmo com a economia crescendo, o custo do crédito segue pressionado, o que afeta diretamente o financiamento da produção e a capacidade de investimento no campo.

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A leitura do início de 2026, portanto, é de uma economia em expansão, mas com composição diferente da observada em ciclos recentes. O agro segue como pilar estrutural do crescimento, mas, no curto prazo, divide espaço com outros setores.

Para os próximos meses, o desempenho da segunda safra de milho e o avanço da colheita de soja devem voltar a colocar o campo no centro da atividade econômica. Se confirmada a safra cheia, o setor tende a retomar protagonismo e sustentar o crescimento do PIB ao longo do ano.

Fonte: Pensar Agro

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