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Expozebu começa amanhã e quer movimentar R$ 200 milhões em leilões

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A 91ª edição da Expozebu começa neste sábado (25.04) em Uberaba (470 km da capital, Belo Horizonte),em Minas Gerais, com a expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes ao longo de nove dias e movimentar mais de R$ 200 milhões em leilões, patamar já alcançado na edição anterior. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, a feira segue até 3 de maio no Parque Fernando Costa e consolida o município do Triângulo Mineiro — a cerca de 480 quilômetros de Belo Horizonte — como principal vitrine mundial da genética zebuína.

Com 91 edições desde 1935, a Expozebu mantém protagonismo na pecuária de corte e leite ao reunir criadores, investidores e técnicos em torno de uma agenda que combina negócios, avaliação genética e difusão tecnológica. Antes mesmo da abertura oficial, a programação de leilões já teve início em 22 de abril, antecipando o ritmo de comercialização que marca o evento.

A edição de 2026 terá cerca de 3 mil animais inscritos nos julgamentos das principais raças zebuínas, além de uma agenda técnica que inclui palestras, encontros setoriais e o Zebu Connect Day + Dia de Campo, programado para 27 de abril. Iniciativas como ABCZ Jovem e ABCZ Mulher ampliam o foco na formação de lideranças e sucessão no campo, em linha com a estratégia de renovação do setor.

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Entre as novidades, a feira passa a incorporar uma etapa do Campeonato de Montarias em Touros do Circuito Rancho Primavera (CRP), dando origem ao Expozebu Rodeo Shows. As apresentações estão previstas para os dias 24, 25 e 30 de abril e 2 de maio, com programação musical que inclui nomes de grande alcance popular, reforçando o caráter híbrido do evento, que combina entretenimento e negócios.

Os leilões seguem como eixo central da movimentação financeira. Estão confirmados 40 remates e nove shoppings genéticos, com transmissão ao vivo de 31 deles por plataformas digitais, ampliando o alcance para compradores em todo o país. O modelo híbrido tem ganhado espaço no setor ao facilitar a liquidez dos ativos genéticos e reduzir custos de participação.

Além do volume de negócios, a Expozebu cumpre papel estratégico na padronização e valorização da genética nacional, com impactos diretos na produtividade da pecuária brasileira. Em um momento de maior exigência por eficiência e rastreabilidade, o evento reforça a conexão entre melhoramento genético, sustentabilidade e competitividade no mercado interno e externo.

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Serviço — Expozebu 2026

Data: 25 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Parque Fernando Costa — Uberaba (Triângulo Mineiro)
Programação: julgamentos de raças zebuínas, leilões, palestras, Zebu Connect Day + Dia de Campo (27/04), Expozebu Rodeo Shows
Leilões: 40 remates e 9 shoppings genéticos (31 com transmissão ao vivo)
Realização: Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

Fonte: Pensar Agro

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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