AGRONEGÓCIO

Feira agropecuária de Rio Verde espera movimentar R$ 10 bilhões em abril

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A 22ª edição da Tecnoshow Comigo, uma das principais feiras do agronegócio no Brasil, será realizada entre os dias 7 e 11 de abril de 2025, em Rio Verde (GO). Organizado pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), o evento deve gerar aproximadamente R$ 10 bilhões em negócios, superando os R$ 9,34 bilhões movimentados na edição anterior.

Esse crescimento esperado, em torno de 7%, reflete a retomada do investimento em insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. No ano anterior, a redução no volume desses produtos impactou a produção, levando muitos produtores a planejarem uma recuperação para a próxima safra. Apesar das incertezas em relação à aquisição de máquinas e equipamentos, a perspectiva de uma safra produtiva pode favorecer novos investimentos.

A feira contará com melhorias em sua infraestrutura para oferecer maior conforto aos visitantes e expositores. A área pavimentada foi ampliada para 45 mil metros quadrados, e o espaço destinado aos expositores também cresceu, garantindo mais oportunidades de negócios. Reforços na rede elétrica e na conectividade foram implementados para atender melhor às demandas tecnológicas do evento.

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Estão confirmados 695 expositores, distribuídos em três pavilhões empresariais e um espaço dedicado à agricultura familiar e ao artesanato. Além disso, seis instituições financeiras estarão presentes para oferecer linhas de crédito e soluções para os produtores. O evento também terá uma exposição com cerca de 800 animais, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares e pequenos animais.

A programação técnica incluirá mais de 300 horas de palestras, abordando temas como inovação no campo, gestão rural e sustentabilidade. A área de paisagismo contará com 90 mil mudas ornamentais, trazendo um ambiente mais agradável aos visitantes.

A edição de 2025 reforçará o compromisso ambiental da Tecnoshow Comigo. Para compensar as emissões de carbono geradas pelo evento, serão distribuídas 22 mil mudas de árvores nativas, em parceria com uma empresa especializada em sustentabilidade. Cerca de 70% dos resíduos produzidos serão reciclados por meio de uma cooperativa, reduzindo o impacto ambiental da feira.

O cenário do agronegócio para 2025 traz uma combinação de desafios e oportunidades. Após um período de dificuldades com endividamento devido a quebras de safra, os produtores vislumbram um ano mais promissor, com possibilidade de recuperar investimentos e acessar novas linhas de crédito. Com uma expectativa de produtividade até 10% maior do que no ano passado, a feira se apresenta como um momento estratégico para negociações e atualização sobre novas tecnologias no setor.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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