AGRONEGÓCIO

Feira leva o agro ao shopping e aposta em negócios urbanos

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O avanço do agronegócio sobre o mercado consumidor urbano ganha novo formato no interior de São Paulo. A AgroShopping, feira itinerante que instala expositores do setor agropecuário em centros comerciais, realiza entre 5 e 8 de março uma edição no estacionamento do Shopping Jaraguá, em Araraquara (277 km de distância da capital, São Paulo), com foco em negócios, empreendedorismo e protagonismo feminino.

A proposta é aproximar produtores rurais, pequenas agroindústrias e empresas de serviços do público das cidades, explorando um canal de vendas pouco tradicional para o setor. A entrada é gratuita, com arrecadação solidária de alimentos e itens de higiene.

A AgroShopping reúne expositores de produtos agropecuários, ferramentas, insumos para jardinagem, artigos pet, alimentos artesanais e soluções voltadas tanto ao campo quanto à cidade. A organização aposta no conceito de “experiência rural urbana”, combinando comercialização direta com programação técnica e cultural.

Segundo os organizadores, edições anteriores registraram milhares de visitantes e movimentação relevante para pequenos produtores, sobretudo em vendas diretas e encomendas futuras. Embora o evento não divulgue faturamento consolidado, a expectativa é ampliar o volume de negócios nesta edição, impulsionada pela proximidade do Dia Internacional da Mulher.

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A programação inclui painéis e rodas de conversa com empresárias e especialistas, abordando temas como sucessão familiar, impacto da reforma tributária no fluxo de caixa do agro e circuitos regionais de produção, como o das frutas no Estado de São Paulo.

Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o evento contará com espaço dedicado a 32 produtores e empresas, dentro do programa Sebrae Delas, voltado ao empreendedorismo feminino.

Também participam instituições de ensino, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de empresas de serviços ligados ao setor rural.

Especialistas em desenvolvimento regional avaliam que iniciativas como a AgroShopping atendem a uma demanda crescente por encurtamento de cadeias produtivas. Ao levar o produtor para dentro de um shopping center, o modelo reduz intermediários, amplia margens e fortalece a marca de pequenos negócios.

Para o setor, trata-se de estratégia complementar à comercialização tradicional. Em um cenário de maior competição no varejo alimentar e pressão sobre custos no campo, canais alternativos de venda direta ao consumidor final ganham relevância.

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A programação cultural inclui apresentações de viola caipira, música country e a tradicional “queima do alho”, reforçando o caráter identitário do evento. Durante todos os dias, haverá ainda espaço infantil com atividades educativas.

Se consolidada, a proposta pode se firmar como formato replicável em outras cidades, integrando consumo urbano, educação sobre o agro e geração de negócios em escala regional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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