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Festa Nacional da Uva começa hoje em Caxias do Sul e deve movimentar R$ 250 milhões

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Começa nesta quinta-feira (15.02) a Festa Nacional da Uva, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul – maior produtor de uvas do Brasil, responsável por 50% da produção nacional. O evento, que vai até 3 de março, promete uma programação cultural diversificada, com atrações para todos os gostos.

Mesmo com uma safra que pode ser até 50% menor em relação ao ano passado por conta das intempéries climáticas dos últimos meses, a estimativa é de que ao menos 150 toneladas do produto sejam distribuídas gratuitamente aos participantes do evento.

Meio milhão de pessoas são esperadas para visitar a 34ª Festa Nacional da Uva, uma tradição criada há mais de 90 anos que se renova para celebrar a cultura da uva, do vinho, da imigração italiana e também para servir como uma mostra de tudo o que é produzido no maior município da Serra.

A expectativa dos organizadores é que movimente R$ 250 milhões em negócios somente em Caxias. O número, segundo o presidente da Comissão Comunitária, Fernando Bertotto, é uma estimativa baseada no potencial econômico de um das maiores iniciativas comunitárias do Rio Grande do Sul e do país.

ATRAÇÕES – Uma das principais atrações da festa é a Arena, que receberá renomados artistas nacionais, como Ana Castela, Alok, Felipe Ret, Bruno & Marrone e Raça Negra. Além disso, haverá estruturas montadas em diferentes locais da cidade, incluindo dois palcos no Centro de Eventos e um na Praça Dante Alighieri, no centro de Caxias do Sul. Os shows na Praça Dante Alighieri serão gratuitos, enquanto os das outras duas arenas estão incluídos no valor do ingresso, que custa R$ 20.

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Dentre as atrações artísticas, destaca-se o show do Badin, O Colono, que promete arrancar gargalhadas do público com suas histórias inspiradas na vida dos colonos do Sul do Brasil. Além disso, a programação musical será diversificada, incluindo estilos como rock, pagode, choro, música instrumental, além de apresentações de música folclórica italiana e gaúcha.

A Festa da Uva também reserva espaço para os pequenos, com o “Téti na Festa da Uva”, uma programação especial que inclui atividades esportivas e shows gastronômicos. Uma novidade deste ano é a Vila das Cervejas, que mostrará a produção local e regional da bebida. Além disso, a tradicional Vila dos Distritos será uma das atrações, apresentando a cultura, costumes, gastronomia e artesanato da região.

Um dos principais atrativos da 34ª edição da Festa Nacional da Uva é a realização do Saguzaço, do Polentaço e da Uvada da Nona, sempre aos sábados. Essas serão oportunidades para a comunidade provar alguns dos pratos mais típicos da região, degustando os resultados gastronômicos gratuitamente.

Para iniciar os eventos, no dia 17 será a vez do Saguzaço. Operado pelo chef Carlos Bertolazzi, a função de criar uma quantidade considerável do sagu, uma das sobremesas mais populares da tradição italiana no Brasil, será dividida entre estudantes da Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A expectativa é de servir uma tonelada de sagu aos presentes.

Sagu é uma sobemesa feita de amido, geralmente extraído da mandioca ou do tronco de certas palmeiras, como a saguizeira. Após o processamento, o amido é transformado em pequenas bolinhas brancas, que são cozidas em água ou caldo até ficarem transparentes e macias. O sagu pode ser consumido de diversas maneiras, sendo comumente utilizado em sobremesas doces, como o sagu de vinho ou o sagu com leite condensado. É uma iguaria bastante apreciada por seu sabor suave e textura gelatinosa, principalmente no Sul.

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A programação completa da Festa Nacional da Uva 2024 pode ser acessada no site oficial do evento. Vale ressaltar que a programação artística-cultural é financiada pela Lei de Incentivo à Cultura federal, com patrocínio de diversas empresas locais e regionais. A realização é da Comissão Comunitária da Festa da Uva e da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

Além das atrações culturais, o Parque da Festa da Uva oferecerá diversas atividades diárias, como degustação de uvas, exposições, praças de alimentação, feira multissetorial, parque de diversões e muito mais, garantindo entretenimento para toda a família durante os dias do evento.

  • SERVIÇO
  • Quando: de 15 de fevereiro a 3 de março de 2024
  • Horários: segunda a quinta, das 14h às 22h; sexta, das 14h às 23h; sábado, das 10h às 23h, e domingo, das 10h às 22h
  • Onde: pavilhões da Festa da Uva (Rua Ludovico Cavinato, 1.431, bairro Nossa Sra. da Saúde)
  • Ingressos: R$ 20 (meia-entrada: R$ 10). Dias 19 e 26 de fevereiro, o acesso é gratuito
  • Informações: www.festadauva.com.br

Fonte: Pensar Agro

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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