AGRONEGÓCIO

Governo libera R$ 12 bi para renegociar dívidas rurais em todo o país

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O governo federal anunciou nesta sexta-feira (05.09) uma medida provisória que garante a renegociação de dívidas rurais em condições especiais para pequenos e médios produtores de todo o Brasil que tem sofrido perdas relevantes de safra nos últimos cinco anos por conta de problemas climáticos.

O pacote soma R$ 12 bilhões e deve alcançar até 100 mil produtores, principalmente pequenos e médios agricultores afetados por secas e enchentes nos últimos anos (por exemplo os produtores do Rio Grande do Sul). Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a iniciativa busca “devolver previsibilidade ao produtor e reabrir a porteira do financiamento”.

Pelas regras, o prazo de pagamento será de até nove anos, com carência de um ano. Os juros variam por porte: 6% ao ano para pequenos, 8% para médios e 10% para os demais. Os limites seguem os programas oficiais: até R$ 250 mil no Pronaf, R$ 1,5 milhão no Pronamp e R$ 3 milhões para produtores fora dessas linhas.

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Para aderir, será preciso comprovar perdas relevantes de safra nos últimos cinco anos e estar em município que decretou calamidade pelo menos duas vezes no período. A regulamentação final ficará a cargo do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O financiamento sairá do Tesouro Nacional, repassado a bancos públicos, privados e cooperativas de crédito, com estruturação pelo BNDES. Além disso, a medida cria incentivos para que as instituições usem recursos próprios, o que pode adicionar mais R$ 20 bilhões ao sistema. O risco de crédito ficará com os bancos, sem repasse ao Tesouro, para dar escala às operações.

Na prática, o governo espera reduzir a inadimplência, liberar espaço no Plano Safra e evitar que produtores percam a janela de plantio. Fávaro destacou que a medida deve “limpar as carteiras, retomar o fluxo de crédito e sustentar uma supersafra quando o clima permitir”. O Ministério do Desenvolvimento Agrário reforçou que os novos prazos e juros dão condições reais para que os agricultores regularizem a situação e sigam produzindo.

Para o produtor, o próximo passo é aguardar a regulamentação do CMN e procurar o banco onde já mantém contratos. Será preciso organizar documentos que comprovem as perdas, como laudos e notas fiscais, para apresentar no pedido.

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O governo avalia que a medida fortalece a oferta de alimentos, preserva empregos e dá mais resiliência ao setor diante dos extremos climáticos. Para o campo, significa a chance de regularizar dívidas e retomar crédito com custos menores, carência e prazo ampliado.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agrishow começa hoje com crédito de R$ 10 bilhões para compra de máquinas agrícolas

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Ribeirão Preto (315 km da capital São Paulo) recebe a partir desta segunda-feira (27.04) a Agrishow 2026, principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, em um momento em que a modernização da frota no campo volta ao centro do debate. A abertura do evento foi marcada pelo anúncio de uma nova linha de financiamento de R$ 10 bilhões para aquisição de máquinas e equipamentos, feito pelo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Os recursos serão destinados à compra de tratores, colheitadeiras e implementos, com foco na substituição de equipamentos antigos. A linha será operada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com repasse por meio de bancos, cooperativas e instituições financeiras. Os fundos fazem parte de uma nova categoria do programa MOVE Brasil, direcionada ao agronegócio.

Serão R$ 10 bilhões destinados ao financiamento de tratores, implementos, colheitadeiras e todas as máquinas agrícolas. Esses recursos serão disponibilizados pela Finep, diretamente, ou através de parceiros, como cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil”, afirmou Alckmin.

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O anúncio ocorre em um cenário em que parte relevante da frota agrícola brasileira opera com alto nível de desgaste. Máquinas mais antigas elevam custos de manutenção, reduzem eficiência operacional e limitam a adoção de tecnologias embarcadas, como agricultura de precisão e monitoramento digital.

Na prática, a renovação da frota é hoje um dos principais vetores de ganho de produtividade no campo. Equipamentos mais modernos permitem maior precisão na aplicação de insumos, redução de perdas e melhor gestão das operações, fatores que impactam diretamente o custo por hectare.

A nova linha segue a lógica do programa MOVE Brasil, inicialmente voltado à renovação da frota de caminhões, e deve oferecer condições mais atrativas de financiamento. A expectativa é que os recursos estejam disponíveis nas próximas semanas.

Outro ponto relevante é a inclusão das cooperativas como tomadoras diretas de crédito, o que pode ampliar o acesso à tecnologia, especialmente entre pequenos e médios produtores. A medida também abre espaço para investimentos coletivos em mecanização e digitalização.

A Agrishow ocorre em um momento de margens mais pressionadas no campo, com custo de produção elevado e crédito mais caro. Nesse ambiente, a decisão de investir em máquinas passa a depender cada vez mais de eficiência econômica e retorno operacional.

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Com mais de 800 marcas expositoras e expectativa de público superior a 190 mil visitantes, a feira deve concentrar as principais discussões sobre tecnologia, financiamento e estratégia produtiva para a próxima safra.

Serviço 

Evento: Agrishow 2026 — 31ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026
Local: Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, km 321, em Ribeirão Preto (SP), no Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste

Fonte: Pensar Agro

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