AGRONEGÓCIO

IBGE reduz previsão para a próxima safra de grãos por intempéries climáticas

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A imprevisibilidade do clima no Brasil terá um impacto significativo na próxima safra do agronegócio. Estimativas recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) projetam uma queda de 2,8% na colheita de grãos, cereais e leguminosas em 2024, totalizando 308,5 milhões de toneladas, em comparação com os 317 milhões de toneladas deste ano.

Os cultivos de soja e milho serão os mais afetados, com uma redução esperada de 1,3% e 5,6% em relação aos números de 2023. Além disso, as áreas destinadas ao plantio dessas culturas também devem diminuir em 0,6% e 0,4%, respectivamente.

Carlos Alfredo Barradas, do IBGE, explicou que a principal razão para essa redução na produção é a imprevisibilidade climática. A transição do La Niña para o El Niño trouxe mudanças drásticas, com chuvas excessivas no Sul e seca no Norte e Nordeste, afetando também o Centro-Oeste, que é responsável por grande parte da produção nacional.

As altas temperaturas, o clima seco e a escassez de chuvas preocupam os produtores de soja. Esses fatores prejudicam a produção, mas podem ajudar nas margens de lucro na próxima safra, já que os preços, no mercado internacional iniciaram uma tendência de alta a partir destas previsões.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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