AGRONEGÓCIO

IDR-Paraná inicia os trabalhos da rede Alerta Ferrugem da soja safra 2022/2023

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O IDR-Paraná já iniciou no sábado (15) os trabalhos da rede Alerta Ferrugem da soja safra 2022/2023. Para essa safra, o Instituto e parceiros pretendem instalar uma rede com mais de 200 coletores em todo o Paraná. As informações serão divulgadas através do site https://cutt.ly/AlertaFerrugem e de boletins semanais.

As ações do Alerta Ferrugem consistem no monitoramento da presença de esporos da ferrugem-asiática da soja, através de coletores instalados em lavouras do Paraná. Com isso, é possível identificar o momento de chegada da doença nas lavouras e indicar o melhor momento para que os produtores façam o manejo da doença. Assim, evita-se que o manejo aconteça tardiamente e ocorram perdas de produtividade.

A ferrugem-asiática é a principal doença da soja e pode causar perdas superiores a 80% da produtividade se não forem adotadas medidas de manejo adequadas.

Ao longo de várias safras, este trabalho demonstrou que é possível reduzir em 40% o número de aplicações de fungicidas nas lavouras que utilizam informações do Alerta Ferrugem, em comparação com aquelas que não usam.

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Esta racionalização no uso de fungicidas contribui com a manutenção das produtividades das lavouras; aumento da rentabilidade econômica das lavouras devido à redução no número de aplicações; o manejo da resistência da ferrugem-asiática aos princípios ativos; e ao meio ambiente, devido à redução no uso de agroquímicos.

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS– Promover práticas sustentáveis de produção da soja é uma ação constante do IDR-Paraná, tendo em vista a importância da soja na agropecuária paranaense, pois é o principal componente do Valor Bruto da Agropecuária – ocupará 5,7 milhões de hectares na safra 2022/2023. Neste contexto, a rede Alerta Ferrugem de monitoramento da ferrugem-asiática, pois permite o uso racional de insumos no manejo da doença.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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