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Imea prevê crescimento da produção e exportações de algodão em MT

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novas estimativas para a oferta e demanda de algodão em Mato Grosso na safra 2023/24, revelando um cenário de crescimento significativo na produção e nas exportações.

Segundo o Imea, a produção de algodão deve alcançar 3,10 milhões de toneladas, um aumento de 2,14% em relação à projeção anterior e um impressionante crescimento de 15,82% comparado à safra 2022/23. As exportações de pluma de algodão também estão em alta, com previsão de atingir 1,80 milhão de toneladas, representando um incremento de 3,60% sobre a estimativa anterior e 8,62% acima do esperado para a safra passada. Esse aumento na produção e nas exportações deve impactar diretamente os estoques finais, sinalizando um cenário positivo para o setor.

Com esses números, os estoques finais de algodão em Mato Grosso devem chegar a 682,12 mil toneladas. Destaca-se que 349,32 mil toneladas dessa quantidade já foram comercializadas, mas podem não ser escoadas até o final do ciclo, que termina em julho de 2025.

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Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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