AGRONEGÓCIO

Investimentos em “agricultura verde” no Brasil podem superar marca de R$ 6 bilhões

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Os investimentos verdes no Brasil têm o potencial de atingir a marca de R$ 6 bilhões. Um dos focos mais destacados nessa perspectiva é o projeto do Arco da Restauração da Amazônia. Esse projeto busca financiar a recuperação de 24 milhões de hectares da floresta amazônica até o ano de 2050. Essa iniciativa é uma das principais abordagens em andamento para impulsionar a sustentabilidade e a preservação ambiental no país.

Segundo Natalia Dias, diretora de Mercado de Capitais e Finanças Sustentáveis do BNDES, esse memorando de entendimento prevê a colaboração entre os bancos para o desenvolvimento de projetos de financiamento verde no Brasil. Isso inclui iniciativas como a produção de hidrogênio de baixo carbono, energia solar, energia eólica e eficiência energética. Essa cooperação tem potencial para gerar até 6,5 bilhões de reais em investimentos.

O governo federal projeta que a produção de combustíveis sustentáveis poderá atrair mais de 200 bilhões de reais em investimentos para o país até 2037. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destaca o projeto “Combustível do Futuro”, enviado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional. Esse projeto oferece uma série de incentivos para a produção de combustíveis sustentáveis, como biodiesel, etanol e hidrogênio verde.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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