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MDA e Embrapa lançam programa de capacitação online voltado para o fortalecimento da agricultura

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Com o crescimento do mercado de trabalho formal no Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram um programa de capacitação online voltado para o fortalecimento da agricultura familiar e o incentivo a práticas sustentáveis no campo. A iniciativa é uma resposta ao aumento da competitividade no setor, com a crescente demanda por técnicas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

O programa oferece uma série de cursos online gratuitos, que já podem ser acessados na plataforma e-Campo. O primeiro curso disponível, “Bem-estar animal para produção sustentável de leite”, marca o início da sequência de treinamentos que seguirão até dezembro. Entre os temas que serão abordados, destacam-se também “Boas práticas de fabricação no beneficiamento da castanha-de-caju”, “Processamento de mandioca de mesa pela agricultura familiar” e “Produção de ovos na agricultura familiar”.

O formato digital das capacitações permite alcançar um número maior de produtores e técnicos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em todo o Brasil, ampliando o alcance do conhecimento gerado pelas pesquisas da Embrapa. Através dessas aulas, agentes de Ater poderão aprimorar suas habilidades e aplicar práticas inovadoras e sustentáveis no campo, com foco no aumento da produção e na redução de impactos ambientais.

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Com a participação de diversos grupos, incluindo assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas, o programa visa promover uma agricultura mais inclusiva e eficiente, proporcionando acesso a capacitação de qualidade. O diretor de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler, destaca que a digitalização dessas capacitações é uma forma de garantir que as soluções desenvolvidas no campo da pesquisa cheguem a quem mais precisa.

A série de cursos, com início em outubro e término previsto para 6 de dezembro, representa um avanço significativo para o setor agrícola brasileiro, que continua a buscar alternativas mais sustentáveis e rentáveis, ao mesmo tempo em que gera oportunidades de crescimento para os produtores rurais em diversas regiões do país.

Fonte: Pensar Agro

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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