AGRONEGÓCIO

Minas Gerais se torna polo na produção de mogno africano no Brasil

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Minas Gerais, com seu clima ameno e solos férteis, está se firmando como o principal polo de produção de mogno africano no Brasil. Nos últimos anos, o estado viu uma expansão exponencial na área dedicada ao cultivo desta espécie, atraindo não apenas investimentos significativos mas também impulsionando a economia local de forma notável.

Conhecido por sua rápida maturação e pelo alto valor no mercado internacional, o mogno africano se tornou uma escolha predileta para diversos setores, incluindo a indústria moveleira e a construção civil. Este crescimento não apenas promove a rentabilidade para os produtores mas também gera emprego e renda, vitalizando principalmente as áreas rurais e combatendo o êxodo rural.

A atividade se mostra como uma alternativa promissora para a diversificação da produção agrícola, beneficiando especialmente pequenos e médios produtores. Contudo, o ritmo acelerado de expansão coloca em destaque a necessidade de um manejo florestal responsável. Práticas sustentáveis são indispensáveis para assegurar tanto a preservação ambiental quanto a recuperação das áreas cultivadas, evitando o desmatamento ilegal e garantindo a sustentabilidade a longo prazo do cultivo.

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A certificação por entidades como o Forest Stewardship Council (FSC) assegura que o mogno africano seja produzido de forma responsável, oferecendo aos consumidores a garantia de uma origem sustentável. Além disso, o investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento é fundamental para o aprimoramento das técnicas de cultivo, aumento da produtividade e manutenção da qualidade da madeira, aspectos cruciais para a competitividade do mogno no cenário internacional.

Especialistas da área, produtores rurais, representantes da indústria moveleira, entre outros agentes da cadeia produtiva, trazem perspectivas diversas sobre a produção do mogno africano. Eles destacam os benefícios socioeconômicos, os desafios enfrentados e as perspectivas futuras para essa atividade em ascensão.

A consolidação do mogno africano em Minas Gerais representa não apenas uma oportunidade de desenvolvimento sustentável para o estado mas também um compromisso com a preservação ambiental e o bem-estar social.

Por meio da adoção de práticas responsáveis, do investimento em inovação e do diálogo constante entre os diversos setores envolvidos, é possível assegurar um futuro promissor para a atividade. Isso não só contribui para a construção de um modelo de desenvolvimento verde e inclusivo mas também posiciona o Brasil como um líder na produção de madeiras nobres no mercado global.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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