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Ministério suspende vacinação contra aftosa em mais sete estados

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O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou a suspensão da vacinação contra a febre aftosa em mais sete Estados a partir de abril de 2024, como parte do avanço do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA 2017-2026).

Os Estados beneficiados pela medida são Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe, pertencentes aos blocos II, III e IV do plano estratégico. Uma portaria oficializando esta decisão será publicada em breve no Diário Oficial da União e também deve antecipar a última etapa de vacinação de maio para abril de 2024.

Com esta ação, o Ministério da Agricultura busca manter e ampliar as zonas do país livres de febre aftosa sem necessidade de vacinação, contribuindo para a proteção do patrimônio pecuário nacional e gerando benefícios para os produtores e a sociedade brasileira. A iniciativa é um passo importante para o Brasil alcançar o objetivo de ser reconhecido internacionalmente como livre da febre aftosa sem vacinação até 2026.

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Até o momento, apenas os Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso possuem a certificação internacional de zona livre da doença sem a necessidade de vacinação.

Além disso, a partir de 1º de maio de 2024, está prevista a implementação de restrições na movimentação de animais e produtos entre os Estados que suspenderão a vacinação e aqueles que ainda a realizam, para assegurar as condições necessárias ao reconhecimento internacional proposto pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em agosto de 2024.

Para esse reconhecimento, é exigido que haja suspensão da vacinação e proibição do ingresso de animais vacinados nas regiões propostas pelo período mínimo de 12 meses.

Fonte: Pensar Agro

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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