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Núcleo de Estudos em Produção de Suínos, de Montes Claros, ganha selo internacional

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O Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (Nepsui), localizado no Instituto de Ciências Agrárias, em Montes Claros, Minas Gerais, foi certificado internacionalmente em bem-estar animal. A unidade, sendo a primeira granja experimental nas Américas e a terceira de produção no Brasil a conquistar esse selo, se destaca por sua abordagem inovadora e tecnológica.

Reconhecida como a granja mais avançada da América Latina, o Nepsui utiliza inteligência artificial para analisar o comportamento dos animais. A granja possui estações de alimentação inteligentes e balanças de precisão, além de chips com tecnologia RFID, que permitem aos leitões se alimentarem de forma autônoma nas baias. Essas ferramentas ajudam os pesquisadores a compreender e atender às necessidades diárias dos animais, melhorando seus índices reprodutivos, imunológicos e de bem-estar, sendo todo o processo monitorado por câmeras.

A certificação, intitulada FairFood, foi resultado de uma auditoria realizada em novembro por uma entidade terceirizada, acreditada pela International Accreditation Forum (IAF), órgão internacional regulador nesse tipo de certificação.

O recente investimento do Nepsui foi o Laboratório de Inteligência Artificial para Suínos (Liasui), destinado aos leitões em desmame (24 a 70 dias de idade). O espaço é equipado com máquinas de alimentação interligadas a câmeras de inteligência artificial que monitoram os animais continuamente. Essa tecnologia permite identificar o comportamento alimentar dos leitões em tempo real, possibilitando ajustes nutricionais e ambientais que influenciam seu consumo e ganho de peso.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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