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Paraná amplia liderança na produção de proteínas animais e bate recordes em 2024

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Os produtores paranaenses vêm obtendo resultados superiores à média nacional na produção de quatro proteínas animais: carne de frango, suínos, ovos de galinha e leite. O Paraná lidera ou ocupa a vice-liderança em cada um desses setores no Brasil, consolidando sua importância na agropecuária nacional.

Entre 2019 e 2024, o desempenho do estado superou o crescimento médio do país, conforme dados do IBGE divulgados em 5 de setembro de 2024. No segundo trimestre de 2024, o Paraná atingiu novos recordes na produção de carne suína e de frango. O resultado fez com que o Paraná, que já ocupa a liderança ou vice-liderança nestes segmentos, ampliasse a sua participação na produção geral destes produtos no Brasil.

O destaque fica para a produção de frango, onde o Paraná se sobressaiu. No primeiro semestre de 2024, foram abatidos mais de 1,1 bilhão de aves, um aumento de 24,2% em comparação aos 898 milhões de 2019. No cenário nacional, o crescimento foi de 12,3% no mesmo período, enquanto em Santa Catarina, o segundo maior produtor, a alta foi de 7,4%.

As informações constam nos levantamentos oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a produção animal no País, cujos dados mais recentes foram divulgados na última quinta-feira (5). Na pesquisa mais recente, referente ao 2º trimestre de 2024, foi confirmado que o Paraná atingiu novos recordes na produção de carne suína e de frango.

O segmento em que o Paraná tem se destacado mais nos últimos anos é na produção de carne de frango. No primeiro semestre de 2024, mais de 1,1 bilhão de aves foi abatida no Estado, um aumento de 24,2% em relação às 898 milhões abatidas nos seis primeiros meses de 2019.

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No mesmo intervalo de tempo, a produção cresceu 12,3% em nível nacional (de 2,8 bilhões para 3,2 bilhões), enquanto em Santa Catarina, que é o segundo maior estado produtor, a variação foi de 7,4% (de 403 milhões para 433 milhões).
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Há cinco anos, o Estado já era o maior produtor neste segmento, com 32% da produção nacional entre janeiro e junho de 2019. Apesar do bom número, o Paraná conseguiu ampliar ainda mais a sua liderança, sendo responsável por 35% de toda a carne de frango produzida no Brasil no primeiro semestre de 2024.

Também é com Santa Catarina que o Paraná divide as primeiras colocações na produção de carne suína, mas com papéis invertidos. Entre janeiro e junho de 2019, houve o abate de 4,6 milhões de suínos no Estado, contra 6,2 milhões abatidos no mesmo período deste ano, o que representa um avanço de 37%. O índice semestral é praticamente igual do que os 37,9% de variação positiva obtida pelos vizinhos catarinenses, que passou de 6,1 milhões para 8,4 milhões no mesmo intervalo.

Em todo o Brasil, o volume total de suínos abatidos passou de 22,7 milhões para 28,6 milhões no comparativo dos seis primeiros meses de 2019 e 2024, uma alta de 26%. Com isso, a participação do Paraná no resultado nacional, que era de 20% há cinco anos, chegou a 22% neste ano.

LEITE – Na pecuária leiteira, o Paraná, que ocupa a vice-liderança nacional, conseguiu ampliar em 13,2% a sua produção entre 2019 e 2024, passando de 1,57 bilhão de litros naquele ano para 1,77 bilhão no atual ciclo produtivo.

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A situação no Estado segue uma tendência inversa do líder nacional, Minas Gerais, cuja produção caiu 1,1% em cinco anos (de 3 bilhões para 2,99 bilhões) e também do Brasil, em que a média geral se manteve praticamente estável, com queda de 0,1% (de 12,05 bilhões para 12,04 bilhões de litros de leite). Com os recentes avanços, somados à retração de outros estados, o Paraná aumentou de 13% para 15% a sua participação no segmento.

OVOS – Em relação à produção de ovos de galinha, a concorrência do Paraná pelo topo é com São Paulo. No primeiro semestre de 2024 os paulistas produziram 595 milhões de dúzias, contra 225 milhões dos paranaenses. Em 2019 eram 544 milhões dos paulistas contra 169 milhões dos produtores locais, ou seja, o Paraná agregou cerca de 56 milhões de dúzias à produção, enquanto São Paulo juntou outros 51 milhões.

Até 2019, os mineiros ocupavam o segundo lugar da produção nacional com 174 milhões de dúzias produzidas no 1º semestre, contra as 169 milhões de dúzias dos paranaenses. Em 2020, os granjeiros paranaenses ultrapassaram os mineiros na produção semestral e mantiveram a liderança desde então, chegando a 225 milhões de dúzias produzidas entre janeiro e junho de 2024, contra 213 milhões de dúzias dos concorrentes.

Nestes cinco anos, a produção de ovos de galinha aumentou 33,2% no Paraná, enquanto no Brasil o crescimento registrado foi de 20,5% – passou de 1,9 bilhão para 2,2 bilhões de dúzias. No período, os ovos produzidos em solo paranaense aumentaram de 9% para 10% da representação nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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