AGRONEGÓCIO
Paraná defende ampliação do Plano Safra diante de maior demanda por crédito rural
Publicado em
8 de março de 2026por
Da Redação
Entidades do agronegócio do Paraná encaminharam ao Ministério da Agricultura e Pecuária uma proposta para ampliar o volume de recursos do Plano Safra 2026/27 para R$ 670 bilhões. O valor representa aumento de cerca de 13% em relação aos R$ 516,2 bilhões liberados pelo governo federal no ciclo 2025/26.
Embora a proposta tenha sido elaborada por entidades paranaenses, o pedido não se refere a recursos destinados exclusivamente ao Estado. O Plano Safra é um programa nacional de crédito rural, operado por bancos públicos, privados e cooperativas financeiras. Na prática, o montante total é disponibilizado para produtores de todo o país, e a distribuição ocorre conforme a demanda por financiamento nas diferentes regiões.
Pelo documento encaminhado ao governo federal, R$ 486,3 bilhões seriam destinados às linhas de custeio e comercialização, utilizadas principalmente para financiar despesas da safra, como sementes, fertilizantes e defensivos. Outros R$ 183,7 bilhões ficariam reservados para investimentos, incluindo aquisição de máquinas, construção de armazéns, irrigação e tecnologias de produção.
Do total proposto, R$ 95 bilhões seriam destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 85 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 490 bilhões aos demais produtores e cooperativas.
Segundo as entidades, a ampliação do volume de crédito busca acompanhar o crescimento da produção agrícola brasileira e a maior necessidade de financiamento das lavouras. Com o aumento da área cultivada e da produtividade em várias culturas, o custo total das safras também se expande, elevando a demanda por recursos de custeio e investimento.
O documento também propõe redução de até três pontos percentuais nas taxas de juros do crédito rural em relação às praticadas no último plano. A sugestão considera projeções para a taxa Selic, que, segundo estimativas de mercado, pode encerrar 2026 ao redor de 12,25% ao ano e recuar para cerca de 10% em 2027.
Para o Pronaf, cuja taxa na última safra variou entre 0,5% e 8% ao ano, a proposta é reduzir o intervalo para 0,5% a 5%. No Pronamp, a recomendação é de juros entre 7% e 9,5%, abaixo dos 10% praticados no ciclo anterior. Já para os demais produtores e cooperativas, a sugestão é de taxas entre 7,5% e 10%, frente aos 14% aplicados na safra passada.
A elaboração da proposta envolveu diversas instituições do setor agropecuário paranaense, entre elas a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, a Federação da Agricultura do Paraná, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná e a Organização das Cooperativas do Paraná.
Além do volume de recursos e das taxas de juros, o documento inclui recomendações para linhas de investimento como o Moderfrota, o Proirriga, o Renovagro e o Programa de Construção de Armazéns (PCA). As entidades também sugerem ajustes em instrumentos de gestão de risco, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.
O documento também propõe medidas para apoiar produtores afetados por eventos climáticos adversos. Entre as sugestões estão a prorrogação por até 12 meses de financiamentos de custeio, a renegociação de operações de investimento impactadas por perdas nas lavouras e a criação de uma linha emergencial de recomposição de capital de giro para produtores atingidos por adversidades climáticas.
A ampliação dos recursos do Plano Safra defendida por representantes do Paraná tem como principal justificativa o peso do Estado na demanda nacional por crédito rural. Com uma das agriculturas mais diversificadas do País e forte presença de cooperativas e médios produtores, o Paraná figura historicamente entre os maiores tomadores de financiamentos do programa federal.
Isan Rezende
Na avaliação de lideranças do setor e parlamentares ligados ao agronegócio, o aumento do custo do crédito nas últimas safras elevou a necessidade de recursos públicos para equalizar as taxas de juros do programa. Sem reforço no orçamento federal, argumentam, o volume de financiamentos disponíveis tende a se reduzir, justamente em um momento de expansão da produção agrícola.
O Estado disputa com polos agrícolas como Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais as primeiras posições no volume de operações do Plano Safra. Por isso, qualquer limitação nos recursos do programa costuma afetar rapidamente produtores locais, sobretudo cooperados e agricultores de médio porte que dependem do crédito oficial para custeio e investimento.
“O agronegócio brasileiro depende de previsibilidade e de instrumentos de crédito compatíveis com o tamanho do setor. Nos últimos anos, o custo financeiro aumentou e a demanda por financiamento cresceu, tanto para custeio quanto para investimento. Por isso, é fundamental que o Plano Safra seja mais robusto, com recursos suficientes para atender produtores de diferentes perfis e regiões. Sem essa ampliação, corremos o risco de limitar o potencial produtivo justamente em um momento em que o País amplia sua presença nos mercados internacionais”, afirma Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).
“Não se trata apenas de aumentar o volume de recursos, mas de garantir condições adequadas para que o produtor consiga acessar esse crédito. Juros elevados e limitações orçamentárias acabam reduzindo o alcance do programa. O Plano Safra sempre foi um dos pilares da política agrícola brasileira, e precisa acompanhar a evolução da produção, que cresce ano após ano. Se o crédito não acompanha esse ritmo, o produtor fica mais exposto a riscos e perde capacidade de investir em tecnologia e produtividade”, explica o presidente.
Segundo ele, um programa mais robusto também é estratégico para a economia do País. “O agronegócio tem sido um dos principais motores do crescimento brasileiro, responsável por parcela relevante das exportações e pela geração de renda no interior. Fortalecer o Plano Safra significa fortalecer toda essa cadeia produtiva. Quando o produtor tem acesso a crédito adequado, ele investe, amplia a produção e movimenta a economia em diversos setores”, diz Rezende.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Published
11 horas agoon
18 de abril de 2026By
Da Redação
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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