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Plantio da soja atinge 88%, mas segue atrasado por conta do clima

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O plantio da soja passou de 88% em todo o País esta semana, mas a irregularidade das chuvas ainda está impactando a fase final de semeadura.

O plantio da soja brasileira nesta semana atingiu 88,1%, contra 97,3% em 2022 e 95,8% na média dos últimos 5 anos. As atividades agora se concentram nas áreas mais ao sul e ao norte do país. Condições climáticas desfavoráveis estão desacelerando as operações na Bahia e no Piauí, devido à inconsistência das chuvas.

De acordo com o relatório de acompanhamento da safra de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada com soja em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul está consideravelmente abaixo do registrado na safra 2022/23.

No Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas tem prejudicado o crescimento das plantações, enquanto em outras regiões o desafio é a irregularidade ou escassez de chuvas.

O relatório da Conab ressalta que replantios estão sendo realizados em todas as áreas produtoras, devido a excesso ou falta de umidade adequada para um estabelecimento ideal das plantações.

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Em vários estados, as condições climáticas irregulares e o aumento das temperaturas já afetaram o potencial de produção das lavouras. Isso levou a uma redução na estimativa de produção para a cultura da soja em comparação ao levantamento anterior da Conab.

A Conab prevê um cultivo total de 45.309 hectares com a oleaginosa, representando um aumento de 2,8% em relação à safra 22/23.

Além disso, a produção deve ser elevada, com uma estimativa de 160.177 toneladas, um acréscimo de 3,6% em relação à última safra, que já tinha estabelecido um recorde absoluto de produção.

Os dados da Conab enfatizam a importância de um monitoramento contínuo e da implementação de estratégias adaptativas para assegurar o bom desenvolvimento da cultura da soja no futuro.

Fonte: Pensar Agro

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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.

A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.

Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.

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“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).

A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.

Fonte: Pensar Agro

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