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Podcast Pensar Agro debate a importância da prevenção de acidentes no campo

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O Podcast Pensar Agro desta semana, tem a participação do Presidente e do Vice-presidente da Associação de Engenharia de Segurança do Trabalho da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (AEST/RMVC), Paulo Fernando Bello Freire e Aguinaldo Gentil de Oliveira. O programa, apresentado pelo presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, abordou os desafios e as soluções para garantir a segurança e o bem-estar dos trabalhadores do campo.

Bello Freire e Oliveira apresentaram com clareza a importância da AEST/RMVC, que atua como ponte entre os Poderes Constituídos, a sociedade e o setor produtivo, promovendo ações de conscientização e capacitação para a prevenção de acidentes no trabalho. A Associação desenvolve diversos projetos e programas educativos voltados para a indústria, comunidades, escolas e meio rural, com foco na implementação de medidas de segurança eficazes no campo.

Um dos temas centrais do debate foi a prevenção de incêndios rurais, que representam um grande risco para a segurança dos trabalhadores e para o meio ambiente. Os especialistas da AEST/RMVC destacaram a necessidade de planejamento preventivo e de medidas de combate ao fogo, como a criação de aceiros, a instalação de equipamentos de combate a incêndio e a realização de treinamentos para os trabalhadores.

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Outro ponto crucial abordado foi a falta de planejamento adequado para o atendimento a vítimas de acidentes no trabalho no meio rural. Bello Freire e Oliveira alertaram para a importância de ter protocolos de atendimento emergenciais definidos e de garantir o acesso rápido a serviços de saúde de qualidade para os trabalhadores acidentados.

O Podcast Pensar Agro também explorou os diversos programas educativos de prevenção de acidentes do trabalho e domésticos que a AEST/RMVC oferece. Os especialistas destacaram a importância da educação e da conscientização como ferramentas fundamentais para a construção de uma cultura de segurança no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

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As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

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A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

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Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

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