AGRONEGÓCIO

Presidente reage a corte no seguro rural e vê risco à competitividade do agro

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“Não dá para aceitar cortes desse tamanho a menos de 10 dias do lançamento do Plano Safra. Isso traz instabilidade, incerteza e risco para quem está no campo, produzindo. Nós não podemos mais ficar dependentes dessas decisões de governo. Estamos trabalhando para mudar, estruturalmente, a lei do seguro rural no Brasil”.

Essa foi a reação do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, ao corte de 42% no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), confirmado às vésperas do lançamento do Plano Safra 2025/26. Para ele, a medida representa mais um obstáculo à competitividade do agronegócio brasileiro.

“É mais um duro golpe no nosso setor. Sem seguro, o crédito fica mais caro e menos acessível. Isso não só encarece a produção, como também traz insegurança para os produtores”, afirmou Lupion.

O parlamentar também questionou o acúmulo de medidas que, segundo ele, impactam diretamente o financiamento do agro. “Há pouco tempo tentaram elevar o IOF. Agora tentam tributar as LCAs, que representam quase 43% do financiamento da safra no Brasil. E, como se não bastasse, vem esse corte expressivo no seguro rural. Isso afeta diretamente a base do setor, que são os produtores, declarou.

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A redução no orçamento do PSR foi de R$ 445,1 milhões, segundo dados oficiais do governo federal. O programa, que dispunha inicialmente de R$ 1,06 bilhão para 2025, passou a contar com R$ 435,6 milhões, valor considerado insuficiente para atender à demanda dos produtores na próxima safra.

Lupion ressaltou que o setor agropecuário necessita de, no mínimo, R$ 3 bilhões em recursos para o seguro rural e R$ 25 bilhões para a equalização de juros, condição necessária para viabilizar crédito com taxas competitivas na safra 2025/26.

O presidente da FPA também alertou que, sem uma política consistente de seguro rural, os efeitos podem ser sentidos diretamente na próxima safra, com possível retração na contratação de crédito, menor investimento em tecnologia e aumento dos riscos, especialmente diante dos eventos climáticos extremos que vêm afetando a produção agrícola.

As discussões devem se intensificar nos próximos dias, tanto no Congresso quanto dentro do governo. A bancada ruralista pressiona por uma revisão do corte e pela garantia de que o Plano Safra traga condições mínimas para manter o ritmo de crescimento da produção brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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