AGRONEGÓCIO

Produtores de orgânicos enfrentam problemas com a falta de informações técnicas

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A produção orgânica no Brasil encontra-se em um cenário desafiador devido à ausência de dados oficiais. Em contraste com nações como Estados Unidos e Argentina, que dispõem de bancos de dados públicos, a diretora técnica da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner, destaca a falta de precisão nos números e informações sobre culturas e regiões exportadoras no contexto brasileiro.

A SNA tem instado o Ministério de Agricultura (Mapa) ao longo dos anos a atualizar as informações relacionadas ao setor orgânico. Apesar de reuniões na Câmara de Orgânicos do Mapa, a disponibilidade de dados permanece estagnada, conforme apontado por Wachsner.

A coordenadora do CI Orgânicos observa que o Brasil exporta diversos produtos orgânicos para os Estados Unidos, provenientes de diferentes estados do país. No entanto, destaca a dependência das informações do Ministério de Agricultura dos EUA para identificar as empresas brasileiras exportadoras, considerando a base de dados norte-americana mais detalhada.

A carência de dados abrangentes sobre a atividade orgânica no Brasil afeta diretamente os produtores, que buscam conhecimento e oportunidades de negócios em feiras. Além disso, a falta de informações prejudica o monitoramento e avaliação dos resultados dos investimentos do governo federal no apoio à participação desses agricultores familiares. A diretora técnica da SNA destaca a urgência de medidas governamentais para solucionar essa questão.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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